Vasco emite nota e critica acordo de gestão do Maracanã: “Precipitado e inaceitável”

FOTO: PAULO FERNANDES / VASCO DA GAMA

O Flamengo chegou a um acordo com o Governo do Rio de Janeiro para poder administrar o Maracanã, junto com o Fluminense. Tal decisão, no entanto, não tem agradado a cúpula diretiva do Vasco da Gama, que tem demonstrado publicamente seu descontentamento com a situação. Na manhã deste sábado (13), mais um episódio do caso aconteceu.

Através de nota, o Vasco se posicionou a respeito da decisão do governo de ceder, sem uma licitação, a gestão do Maracanã para a dupla Fla e Flu. O comunicado assinado por todos os poderes do clube, diz, entre outras coisas, que o acordo realizado foi “precipitado e inaceitável“, além de criticar a atitude que beneficiou “de forma descabida um clube competidor com a administração privada da principal arena pública“.

Confira a nota na íntegra:

“O Club de Regatas Vasco da Gama, através de seus Poderes instituídos, entende que o manifesto apresentado pelo Grande Benemérito Luís Fernandes à Justiça do Rio de Janeiro atende aos anseios e direitos fundamentais do nosso Clube. Tal manifesto foi examinado no dia 11 de abril, em primeiro grau, no que tangencia ao precipitado e inaceitável acordo celebrado pela gestão do Maracanã. O Clube informa ainda ter entrado com um mandado de segurança com o objetivo de anular o processo de concessão do Maracanã. A ação impetrada atende não só aos interesses do Clube, mas, sobretudo, da população do Rio de Janeiro. Não há justificativa para a concessão, de forma açodada, de um patrimônio público e histórico a uma agremiação esportiva em detrimento de suas congêneres.

Ressalte-se que a concessão do Maracanã, nos termos impostos pelo governo do Rio de Janeiro, representa uma violação do princípio do “fairplay” esportivo, beneficiando de forma descabida e injusta um clube competidor com a administração privada da principal arena pública de futebol no Estado. Não parece razoável que o Poder Público seja árbitro ou regulador da balança de forças do futebol no Rio de Janeiro, interferindo diretamente na capacidade competitiva deste ou daquele Clube.

Espera-se que, diante da decisão oferecida pela Justiça do Rio de Janeiro, no sentido de apresentar prazo para que o Governo justifique tal açodamento, sejam encontrados caminhos para soluções que contemplem não apenas os grandes clubes, mas o interesse público mais amplo da comunidade do nosso Estado.

Alexandre Campello
Presidente da Diretoria Administrativa

Silvio Godoi
Presidente do Conselho de Beneméritos

Roberto Monteiro
Presidente do Conselho Deliberativo

Edmilson Valentim
Presidente do Conselho Fiscal

Faues Cherene Jassus
Presidente da Assembleia Geral”

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