Fabio Monken: “Devemos frear a empolgação!”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Não me entendam mal, calma galera. Digo frear a empolgação em relação ao campeonato brasileiro, que se inicia ainda este mês e também quanto à Libertadores, pois o nível desses campeonatos é muito superior ao carioqueta, só não vê quem não quer. Mas aguardem um pouco que explicarei meu ponto de vista daqui a pouco.

Falando de ontem, simplesmente atropelamos os vices. Fizemos o que se esperava do Mengão, simples assim. Como eu apregoei nas expectativas e venho defendendo há tempos em minhas colunas de segundas e quintas, o Flamengo não tem adversários no estado do RJ a não ser ele próprio (e o Abel).

Nossos rivais são abaixo do medíocre. Nossa diferença técnica e, principalmente financeira, nos impõe obrigatoriedade na conquista do estadual. Um grande passo foi dado na noite de ontem e ele só não foi maior devido à péssima utilização do VAR, que foi usado para anular um gol legítimo. Um absurdo sem tamanho! Mais uma patacoada da FERJ, pra variar.

Mas não falemos de arbitragem ruim, seria ficar chovendo no molhado e, cá pra nós, não adiantará nada, não é mesmo? Abordemos o assunto que foi o título da coluna.

Quando utilizo o termo frear a empolgação, me refiro aos muitos problemas de ordem tática que ainda detecto no time do Flamengo. Tomemos os jogos contra o Fluminense pelo Carioca e o do Peñarol pela Libertadores, como exemplo.

Nosso time apresentou extrema dificuldade quando enfrentou essas equipes mais arrumadas taticamente em campo, mesmo que seus níveis técnicos individuais seja bem inferiores ao nosso. Isso se dá pela insistência de nosso pseudo treinador em ideias ultrapassadas sobre futebol.

Taticamente somos muito abaixo do que podemos render, isso é muito claro em minhas análises e tenho total convicção ao abordar esse assunto. Reparem que não considero de excelência o elenco do Flamengo. Ainda temos muitas carências, como nas laterais, na zaga e no meio de campo defensivo. Isso atenuaria o trabalho do treinador se não fossem suas más escolhas e invencionices.

Embora eu considere que temos um elenco dentre os quatro melhores do Brasil atualmente, pondero ainda a necessidade de elevarmos o nível dessas posições para que possamos torná-las mais fortes e, consequentemente, produzirmos um elenco ainda mais competitivo.

Entrando na parte tática, aí a coisa muda radicalmente. Taticamente somos muito abaixo do desejado. Se não fosse pelas qualidades individuais e pela leitura de jogo por parte dos jogadores como um todo, estaríamos muito mais desarrumados. Os caras se arruma sozinhos e vão achando as suas posições, o Abel é um mero (mau) escalador do time.

A insistência de nosso treinador em peças inócuas taticamente, como o Arão, por exemplo, faz com que nosso esquema tático seja muito pobre. Isso foi facilmente identificado no jogo da última quinta-feira quando goleamos o San José no Maracanã.

Nossas linhas estavam espaçadas demais. Mesmo com superioridade numérica em campo, desde os quatro minutos de jogo, sofremos alguns contra-ataques que foram infantilmente oferecidos. A diferença técnica abissal na qualidade dos elencos torna muito temerosa a aflição que tínhamos mesmo ganhando o jogo de três a um. Isso é inadmissível.

O time joga de maneira infantil e é muito mal arrumado taticamente. O Cuéllar fica maluco tendo que cobrir os avanços do Arão que não guarda nenhum posicionamento tático, o típico peladeiro. Reparem, galera, que nosso time carece de muita arrumação se quisermos ganhar algo grande este ano. Faltam triangulações, aproximação das linhas e, principalmente, obediência tática.

Por mim, investiríamos em outro treinador mais qualificado tecnicamente, um que possui noções táticas mais alinhadas às do futebol praticado atualmente. Venho defendendo essa troca há algum tempo. Mas gosto de ressaltar sempre que devemos saber separar o homem do treinador. São coisas distintas, heterogêneas. Porquanto, ainda que não o troquemos devemos ir com fé e prestar apoio incondicional quando o time entra em campo. Não há espaço para qualquer coisa contrária a isso.

Como gosto de falar sempre: os homens passam e as instituições ficam. Além disso, torcer contra o seu próprio time devido a diferenças de pensamento é bizarramente idiota, é quase uma doença. Fazendo uma analogia, é como torcermos pro nosso próprio prédio cair se não gostamos do síndico.

Então, galera, apoio total e irrestrito! Mas não deixemos de ressaltar os defeitos apontando a solução para que sejam corrigidos o mais brevemente. Tapar o sol com a peneira é o primeiro passo para a derrocada. O pior cego é aquele que não quer ver. E temos muitos desses por aí, infelizmente. Temos que adotar a torcida passional, mas raciocinada #ficaadica! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!!

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken

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