Fabio Monken: “Mengão ‘reaça’!”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Primeiramente peço aos amigos que estão lendo essas linhas que tenham paciência comigo e antecipadamente já lhes peço desculpas pela extensão do texto. Acredito que o teor do assunto é deveras importante para ater-me a elucubrações embasadas e abster-me de argumentos de raso teor. Dito isso, vamos à coluna!

Reacionário; de acordo com o dicionário Priberam da língua portuguesa: aquele que se opõe aos avanços e transformações sociais ou tendências revolucionárias, ou quem é muito conservador, ou ainda: retrógrado. Conseguiriam vocês, leitores, atrelar esse adjetivo a alguém ou a alguma instituição conhecida da galera?

Respondo. Essa palavra permeia o pensamento da cúpula rubro-negra nos dias atuais. O medo é a palavra-chave. Os caras têm receio absurdo de mudar! Medo, paúra! Pasmem, meus amigos, eles venceram as eleições com um discurso de mudanças, mas que observamos é a continuação do estado de sítio, implantado pela direção, em relação aos anseios da maioria esmagadora da massa rubro-negra.

O Clube de Regatas do Flamengo, que enche o peito para bradar que possui o centro de treinamento mais moderno do país e faz mil afirmações relacionadas à modernidade, atrelando os fatos à câmara hiperbárica, mapeamento dos jogadores por GPS, CEP, e o cacete a quatro, mostra-se um “reaça” contumaz, denotando mentalidade extremamente obsoleta para tratar o trem pagador do clube: o departamento de futebol.

Como dizemos há muito tempo aqui nesta coluna, no site mais democrático para tratar de assuntos flamengos (já bati demais nessa tecla! – leia aqui), a diretoria precisa ser vanguardista. Isso mesmo: vanguarda! Enquanto as pessoas que dirigem o clube pensarem dessa maneira tacanha, retrógrada e ultrapassada, não iremos longe. Aliás, ficaremos qual cão perseguindo o próprio rabo, como num moto-contínuo.

Primeiramente devemos observar que a diretoria está tão perdida em relação às diretrizes corretas a serem adotadas quanto ao Abel em relação à tática utilizada e à montagem do time. Começaram o ano querendo dar um cala-boca na ira da torcida, após mais um ano estéril em conquistas, e saíram contratando jogadores de ataque a torto e a direito, além de trazerem também um zagueiro.

Ótimo, eu também adorei as novas opções, mas e o equilíbrio? E a nossa carência maior desde muito? Falemos das laterais. Não iremos a lugar nenhum com os possantes Renê, Trauco (esse o melhor dos quatro), Rodinei e Pará como opções. Isso é fato! Os caras não sabem cruzar, cruzar! Um dos fundamentos básicos e pré-requisito fundamental da posição não é observado em três dos quatro laterais do Mengão (retiro o Trauco dessa lista), e isso não pode ser tolerado.

Quanto aos volantes, sabemos que os times estrangeiros virão babando no Cuéllar nessa janela do meio de ano e o que fizeram? Renovaram o contrato do Arão! O que me impressiona é a quantidade de homéricas cagadas seguidas, o descaso e a má utilização dos recursos oriundos do sócio torcedor. Além de terem renovado com o Rodinei, não satisfeitos, também renovaram com o Arão. Isso é inadmissível e vai contra os anseios de noventa por cento da magnética.

Mas vamos falar do departamento de futebol como um todo. No começo do ano foi aquele frenesi pela contratação de Renato Gaúcho, o que considero uma tremenda babaquice. Na minha humilde opinião o cara, além de ser um hipócrita filho-da-mãe, não tem mínima capacidade técnica necessária para dirigir o Mengão. Nem ele e nem o Abel, que foi a segunda escolha dos “reaças” de diretoria.

É urgente irmos além! Já passou da hora de buscarmos um treinador entre os vinte melhores do mundo. Se não conseguirmos uma contratação dessa monta, que tiremos de algum clube gigante um assistente técnico de um dos 5 melhores. Essa segunda opção é extremamente viável. Inclusive já possuímos retaguarda financeira suficiente para darmos esse passo rumo ao protagonismo tão sonhado por nós, rubro-negros.

Além da contratação, devemos dar ao novo comandante carta branca para a realização das mudanças que ele julgar necessárias e pelo menos dois anos de prazo para a consolidação do trabalho, haja o que houver! A diretoria deve garantir essa retaguarda. Considero que essa seja a grande falha de caráter de nossos dirigentes que, caso não seja corrigida, alijar-nos-á do crescimento vertiginoso ao qual que almejamos.

Além disso, devemos montar um departamento de futebol totalmente novo e alinhado ao novo “modus operandi” do futebol mundial. Uma estrutura realmente grande, não fisicamente, mas estrutural e mentalmente, para que possamos realmente ser vanguarda no futebol sul-americano.

Urge o tempo de adotarmos essa postura doutrinadora. Devemos quebrar os paradigmas e realmente pensar grande. Não podemos ficar adotando medidas protecionistas à gestão. Quem, em sã consciência, acreditava realmente que Abelão jogaria um futebol moderno (indígena, diria ele) e colocaria o time no ataque?

Eles, diretoria e técnico, podem ter enganado a você, mas não a mim e nem aos queridos Fabrício Chicca, Pedro Sampaio, Rodrigo Bigode, entre outros do canal TV Coluna do Flamengo, no YouTube. Além de fazer muito tempo da última conquista protagonizada por Abel Braga (nota: excelente caráter! Nada contra ele pessoalmente, que fique registrado aqui!), ele nunca pautou por ofensividade em seus trabalhos pregressos. Beirou o absurdo nós jogarmos reativamente contra a limitadíssima equipe do Fluminense na fatídica eliminação da semifinal da Taça Guanabara.

Vamos a alguns pontos observados, por um simples colunista, sobre requisitos de uma equipe que visa praticar um futebol atual:

1- compactação entre as linhas,

2- marcação alta,

3- jogadores extremamente técnicos, de raciocínio rápido, solidários e com excelência nos fundamentos,

4- rapidez na transição,

5- movimentação em bloco,

6- versatilidade tática.

Essa pequena lista contempla alguns poucos pilares do futebol jogado atualmente que eu, reles mortal, tenho conhecimento. Mas o grande empecilho é que arrumar a equipe para atuar dessa maneira gera uma quantidade absurda de trabalho para o treinador, muito trabalho mesmo! Devido a este motivo, a opção por times reativos é muito mais cômoda e adotada por nove em dez treinadores em “terras brasilis”.

Será que os “professores brasucas” estão a fim de ter toda essa trabalheira? Sou cético em relação a este assunto. Digo e repito categoricamente que não estão, senhores. Isso é mostrado nas formas bizarras e totalmente infundadas de montagem dos times nacionais. Tirando um ou outro técnico da novíssima geração, a maioria pauta-se defensivamente para tentar encaixar uma transição rápida e segurar a diferença mínima até o apito final. Podemos observar isso, há pelo menos uma década, quanto ao futebol apresentado pelas grandes equipes nacionais.

Reitero meu desejo pela vanguarda futebolística de nosso querido Flamengo. Clamo pela contratação de um técnico realmente capaz de elevar nosso patamar e fazer do Flamengo uma potência inimaginável à qual já deveríamos ter sido alçados há tempos. Mas, atualmente, estou sem esperanças quanto a isso. Essa diretoria nos mostra que as falácias continuam a imperar na Gávea, apesar do discurso inicial ser contrário a isso.

Devemos continuar torcendo para que algum dia isso mude. Afinal de contas, como diria meu grande amigo e colunista deste site, Anderson Alves, o Otimista: devemos sempre acreditar e enxergar o copo meio cheio. Como diria o ditado: “a esperança é a última que morre”, não é mesmo? Continuarei torcendo para que a luz da sanidade ilumine os corações de nossos diretores ou, quem sabe, os da próxima. Oremos. Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!!

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken

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