Matheus Brum: “Um fim melancólico”

A gestão Eduardo Bandeira de Mello vai chegando ao fim e tinha tudo pra sair pela porta da frente, aclamado como o maior presidente da história centenária do clube mais popular do Brasil. Pra alguns pode até ser, mas pra grande parte dos rubro-negros, a sensação é que o mandatário manchou a própria história.

Não foram poucas as polêmicas! Quando não trocava demais os treinadores, segurou por muito tempo Zé Ricardo; protegia jogadores contestados pela torcida e que não entregavam em campo; brigou com antigos aliados; usou o clube como trampolim pra tentar entrar na política, entre outras atitudes contestáveis.


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Precisamos colocar na conta a falta de títulos e grandes campanhas. Nestes últimos cinco anos, ganhamos apenas a Copa do Brasil de 2013 e o Campeonato Carioca de 2014. No primeiro, não tinha os times que disputaram a Libertadores. No segundo, o troféu veio com o gol impedido de Márcio Araújo. Chegamos a liderar várias rodadas dos Campeonatos Brasileiros, mas não fizemos nenhuma campanha que enchesse os olhos. Nas competições sul-americanas, colecionamos fracassos! Quedas nas fases de grupos da Libertadores e eliminações para equipes nanicas.

A cada fracasso, faltou autocrítica. E isso fez com que antigos aliados se afastassem, criando uma oposição dentro da própria gestão. Conseguiu se reeleger, mas o clima de isolamento ficou cada vez maior neste segundo mandato. O descontentamento foi tal, que não conseguiu ser eleito Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. Uma derrota retumbante, que mostra um pouco da (des)aprovação da sua presidência.

Sabendo destes problemas, EBM já anunciou que não participará da próxima gestão, independentemente do vencedor, e que cuidará dos próprios afazeres. Uma declaração que mostra como se tornou indesejável pros dirigentes.

Mesmo com todos estes problemas, a gestão administrativa e financeira se tornou referência nacional. Não há clube ou cartola que não cite Bandeira e suas benfeitorias ao Flamengo. Colocou um clube que sucumbia em dívidas milionárias no posto de maior receita do país, com a camisa mais valorizada entre os patrocinadores, tendo disparado a maior fatia da verba de televisão. Nestes cinco anos, não ouvimos falar do terror de salários atrasados, de jogadores não querendo vir pra Gávea, nem de ações judiciais ajuizadas por funcionários que não recebiam seus direitos. EBM também lutou pelo Profut, votou a favor do VAR e fez oposição dentro da Fferj.

Sem dúvidas é um nome que ficará marcado na História do Flamengo. Só que a sensação é que poderia ter sido ainda maior. Daqui pra frente, o que mais se ouvirá é: “Bandeira foi um bom presidente, mas…”

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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