Fabricio Chicca: “Triste ano velho… O que precisamos para um feliz ano novo?”

É impossível amar o Flamengo sem amar o futebol, tanto quanto é impossível amar o futebol sem amar o Flamengo. O ano foi ruim e não encontrei nenhum argumento, até agora, que tenha sido capaz de me convencer do contrário. Para mim, é simples: se, em janeiro de 2018, a meta do Flamengo tivesse sido: chegaremos nas oitavas da Libertadores, no vice campeonato do brasileiro e na semi final da Copa do Brasil, aí sim, teríamos tido um grande ano. Mas, até onde eu sei, e o que foi dito, promovido, repetido, divulgado, em especial depois das catástrofes do ano de 2017, sermos vice, semifinalistas e oitavo finalistas, para mim é uma tragédia. O que eu ouvi foi: seremos campeões.


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A relativização do melhor do desempenho no Brasileiro de 2018, a melhor campanha da história do Flamengo, é no mínimo ridícula. Porque não basta ser a melhor campanha do Flamengo, tem que ser a melhor campanha entre os 20 times que disputam a competição. Torcedor, pense da seguinte maneira, qual seria o seu sentimento, se o Flamengo começasse o ano de 2019 com nova gestão e um discurso como o seguinte:
Somos o time de maior torcida do Brasil, com o maior orçamento, com as finanças mais saudáveis, e o nosso objetivo é ser vice campeão do Brasileirão e chegarmos nas finais da Copa do Brasil e nas semifinais da Libertadores. Se alguém se sentir representado por esse discurso, talvez não entenda o significado da expressão que era repetida desde a Gávea até os lugares mais longínquos do Brasil: Se deixar chegar, levamos. Isso é Flamengo. Traçar objetivos que não sejam, diante da situação que o clube se encontra hoje, sermos campeões de alguma coisa relevante é negar a história do clube. Não se deixe iludir por discursos ensaiados por assessores de imprensa, homens de mídias e etc. O ano foi um fracasso, e o primeiro passo para o sucesso de 2019 é não relativizar, aceitar o fracasso, reconhecer os erros e recomeçar. Ou seja, o primeiro passo é reconhecer que 2018 foi uma tragédia (se estivéssemos trocando uma ideia no boteco da esquina, eu diria, 2018 foi uma m…)

Reconhecer os erros passará, com certeza, por perdermos dinheiro. Contratações erradas, renovações estúpidas, desequilíbrio no elenco, péssimo uso da base, têm que ser reconhecidos, repensados. Isso se chama planejamento. Duas linhas precisam ser estabelecidas. Uma emergencial: 2019 e uma estrutural para os próximos cinco anos. A linha de 2019 tem que garantir (o máximo que se possa garantir em sendo esporte, portanto, com alguma imprevisibilidade) títulos, ou pelo menos um título. Nesse caso, a melhor maneira de garantir um título é apostar em mais de um torneio, a velha história de não manter todos os ovos na mesma cesta. O de longo prazo tem que garantir uma estrutura técnica e tática que assegure um time competitivo e vencedor para as próximas décadas, com o nosso tamanho, nada será aceito que não tenha esse tamanho. Como sou velho, portanto, com orgulho de ter visto Zico e cia, e como tal, estou de luto por 2018. Mais um ano na fila. Que venha 2019…

Fabricio Chicca

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