Estádio na Barra da Tijuca? Confira o que os colunistas acham sobre essa possibilidade

FOTO: REPRODUÇÃO

O sonho do estádio próprio do Flamengo nunca esteve tão perto. Conforme apurado com exclusividade pelo Coluna do Flamengo, o clube já tem três terrenos como alvo e deve fechar contrato de opção de compra com um deles até o fim do ano. Dois deles ficam na Barra da Tijuca, sendo um o grande favorito, enquanto o outro se localiza no Recreio dos Bandeirantes. A estrutura teria capacidade para cerca de 55 mil torcedores.

Um dos terrenos foi revelado. Seria ao lado do Shopping Via Parque, na Avenida Ayrton Senna. Apesar do projeto animar os torcedores rubro-negros, como sempre acontece se tratando desse tema, algumas discussões foram levantadas. Com base nos motivos dados pela atual gestão para escolha da região, o Coluna do Flamengo explorou cada um deles. Os colunistas não ficaram de fora, e também disseram o que pensam sobre a possibilidade.


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CONFIRA ABAIXO AS OPINIÕES DOS COLUNISTAS:

FABRICIO CHICCA

A discussão sobre a qualidade do terreno do flamengo é frágil porque a resposta não reside apenas na análise da localização, mas sim no torcedor, ou seja, na disponibilidade de deslocamento dos torcedores. Antes de definir se o terreno servirá aos torcedores, o Flamengo tem que contratar uma pesquisa que aponte de onde vem os torcedores, qual o meio de transporte (particular, ônibus, trem, metro), quanto está disposto a pagar por transporte e estacionamento, quantas horas está disposto a se deslocar. Esse estudo se chama “análise de origem e destino”. Pesquisa similar tem que ser realizada com os torcedores que deixaram de ir ao estádio. Precisamos identificar se alguma das razões está relacionada com a localização (A ilha do urubu seria um ótimo caso para ser estudado). A TV Coluna do Flamengo explorou o assunto em um especial sobre estádios de futebol, quatro episódios foram produzidos e o primeiro é justamente sobre localização do terreno (você pode ver aqui clicando aqui).

Qualquer terreno para um estádio de futebol na cidade do Rio de Janeiro vai causar transtorno, a cidade tem um sistema de transporte frágil e congestionamentos frequentes. Acho o terreno em questão com acesso regular, mas com transporte público insuficiente. O BRT pode ser aumentado mas dificilmente dará vazão à demanda (especialmente para jogos à noite durante a semana, já que o torcedor não poderá chegar três horas antes do jogo). O terreno pode servir, mas acho que dá para achar terrenos melhores se o Flamengo desenvolver um time de profissionais do assunto.


JERÔNIMO JUNIOR

O Flamengo precisa de um estádio! Pode ser na Barra, na Gávea, em Nova Iguaçu ou em qualquer lugar do Rio, o importante é ter o SEU estádio! A Barra é hoje o Centro do Rio, não em questão de localização, mas em questão de negócios e eventos. Ali foi a Olimpíada, o Rock in Rio, e é casa do maior Centro de Convenções do Rio de Janeiro, nada mais normal que ter também o estádio do maior time do estado. Tem ótima estrutura, logística e mobilidade, mas não tem algo, que terá de ser levado junto com o estádio, caso o mesmo realmente seja construído lá: DNA da torcida rubro-negra. A Barra não é hoje um lugar para todos, não é para povão, e isso vai ter que ser mudado, pois o Flamengo é de todos, do rico, do pobre, do branco, do negro… e todos vão poder dizer que terão sua casa na Barra!


ANDERSON ALVES

Acho a Barra da Tijuca um lugar muito distante para a grande massa rubro-negra. Depois de assistir ao debate e ver que nenhum candidato tem um planejamento concreto para um estádio do Flamengo, penso que ir para a Barra da Tijuca será um tiro no pé. O Flamengo precisa estudar seriamente o investimento que tem a disposição para fazer no terreno e talvez montá-lo pedaço a pedaço comprando parte por parte até que possua o tamanho ideal. Alguma área do porto seria um sonho realizado.


FÁBIO MONKEN

Quanto à localização do estádio próprio do Mengão, tenho minha leiga opinião formada há muito tempo, cuja qual foi embasada e endossada pelos quatro sensacionais programas especiais sobre estádios, do Mr. Fabrício Chicca, que deu uma aula sobre o assunto. Ressalto aqui que tudo passa pelo estudo da torcida. De onde vem, como vem, quanto se desloca, o quanto espera se deslocar, quanto paga, quanto pretende pagar, etc. A partir deste estudo, didaticamente explanado pelo Fabrício, no primeiro programa da série de estádios, partimos para definirmos definitivamente a localização mais adequada à demanda discriminada por tal estudo, considerando ainda outros aspectos como o comércio no entorno e a mobilidade urbana para viabilizar o transbordo da torcida.

Ressalto ainda que esse estudo parece fácil, mas é a parte fundamental na idealização do aparelho perfeito para atender à maior e melhor torcida de todo o mundo: a Magnética! Dito isso, afirmo que tudo dependerá deste estudo, por isso não cravo nem na Barra e nem no Recreio. Se a pesquisa constatar que o projeto deve ser em Olaria, por exemplo, dando um exemplo esdrúxulo, apoiarei o andamento das obras e o lançamento da pedra fundamental neste local. O mais importante, é termos uma casa adequada e que atenda a todos os rubro-negros. Grande abraço e SRN!


RODRIGO COLI

O estádio da Barra talvez seja a opção mais viável, mas certamente não é a ideal. Quem conhece o Rio de Janeiro sabe que a Barra é praticamente uma outra cidade. Não consigo imaginar a grande massa saindo de um jogo a meia-noite de quarta-feira e se deslocando à Ilha do Governador, São Gonçalo, Zona Norte. O Flamengo deve estar próximo de sua grande massa para que não haja um novo fiasco como o que aconteceu com o estádio da Portuguesa. Defendo que nunca vai existir melhor opção do que o Maracanã, mas que nenhuma alternativa que saia do limite entre Gávea e Tijuca será sustentável a longo prazo.


THIGU SOARES

Longe de mim, ao menos no campo da arquitetura e do planejamento urbano, discordar de meu querido confrade Chicca. Compreendo os desafios geográficos de uma cidade como o Rio, assim como compreendo e apoio a construção de um estádio para chamar de nosso.  Ainda assim, preciso, de modo impreciso e pessoal, falar sobre o que penso de um estádio nas imediações da Barra ou do Recreio.
Não vejo com bons olhos a construção de um estádio na região por se tratar de um bairro mais impessoal, já construído sob um modelo urbanístico amplo – embora já saturado – e um tanto descolado do que compreendo ser o DNA Rubro-Negro e do próprio futebol.

A Barra não me parece carregar consigo, de tão cosmopolita que é (ou pretende ser) as características para abrigar um estádio que convença o povo a se identificar. A movimentação a pé, a criação da atmosfera do jogo e esse universo que cerca o jogo mudaram no mundo, eu sei. Mas é preciso pensar na cultura de um povo antes de desejar apenas a mudança à força. Onde construir? Eis o desafio, mas vejo com melhores olhos áreas com hábitos mais parecidos com o do carioca e do Rubro-Negro médio, firmando nossa identificação e quem sabe, ajudando no ressoerguimento de algum bairro através da chegada de nossa casa.


E você, aprova a construção de um estádio próprio na Barra da Tijuca? Deixe sua opinião!

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