Anderson Alves: “Ser grande também é fabricar os próprios heróis”

FOTO: GILVAN DE SOUZA/FLAMENGO

Depois de algum tempo de licença paternidade, estou de volta. É interessante como se afastar do objeto de estudo dá uma perspectiva diferente de inúmeros assuntos. Uma das coisas que tenho pensado é sobre o “cuidado” que temos que ter com o que nós mesmos produzimos.

Olá, coleguinhas de coluna do Flamengo. Hoje gostaria de refletir sobre o nosso segundo maior patrimônio, a base. Mais precisamente, os jogadores que temos formado, que são até aproveitados, mas que não conseguimos segurar durante um período satisfatório. E por satisfatório queremos dizer jogar boa parte do auge aqui.

Não dá para enrolar muito e não falar do assunto que disparou, basicamente, esta coluna, Paquetá. Para simplificar a coisa toda, gostaria de dizer que não é estritamente uma tragédia negociar o jogador de 20 anos com o Milan. No fundo, o que parece ter ficado claro é que a administração do clube queria fechar as contas do ano e para isso vendeu Paquetá. De modo simplificado.

O jogador tinha contrato até 2022 e, ainda que quisesse ser vendido logo, precisaria cumprir o que assinou. Estou esperando a hora em que o clube fará valer a sua condição de contratante. Ou seja, se o jogador X diz que quer ser negociado nesta janela, mas tem contrato longo com o clube, o clube lhe dá um não categórico e, se for o caso, o coloca para treinar separado.

Mas não pretendo me alongar especificamente neste caso. Aconteceu com o Vinicius Junior também. Aconteceu com Jorge. Aconteceu até com Vizeu. No passado já aconteceu com Adriano, Reinaldo, Renato Augusto, o próprio Kayke.

O que precisa ficar claro é que o Flamengo tem montado uma base forte. E já que ela é tão forte, precisamos saber quais os jogadores podemos aproveitar e quais não. Mais importante, quando será que voltaremos a ter um grande ídolo no time? Paquetá era, sim, um grande aspirante a este posto. Qual foi nosso último ídolo? Adriano? Pet? Romário?

O mais provável é que mandando as promessas cada vez mais cedo para a Europa, teremos que comprar um ídolo, e não fazer como estávamos acostumados. É até melancólica esta constatação.

Anderson Alves, O otimista.

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