Matheus Brum: “50% de agosto: inconstância e sofrimento”

Olá, companheiros e companheiras de Coluna do Flamengo. Tudo na paz? Depois da classificação diante do Grêmio, pelas quartas de final da Copa do Brasil, acredito que os ânimos estejam melhores.

Aliás, a vitória com gol de Everton Ribeiro marcou a conclusão da metade deste mês de agosto pro Mais Querido. Desde antes da parada pra Copa do Mundo, sabíamos que seriam trinta dias chave pras pretensões do clube nesta temporada. Os resultados que alcançaríamos determinariam como seria o final de ano: na busca por títulos, ou lamentações de derrotas.

Até agora, foram cinco jogos, com duas vitórias, dois duas derrotas e um empate. Enfrentamos, até agora, apenas Grêmio e Cruzeiro, mas as pelejas foram válidas pelas três competições que disputamos: Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores.

Nestes dezesseis dias, perdemos a liderança do Campeonato Brasileiro (estamos um ponto atrás do São Paulo), comprometemos (e muito) a classificação na Libertadores, e passamos pras semis da Copa do Brasil.

Balanço? Por enquanto, na humilde visão deste que vos fala, mediano. Vamos aos porquês.

É preciso analisar o time dentro de campo em todas essas partidas. Fizemos apenas 45 minutos, de 450 jogados (ou seja, 10%) bons, que foi o segundo tempo contra o Grêmio, na Arena, onde conseguimos o empate com o pezinho salvador do menino Lincoln. Fora isso, tivemos atuações medianas e horrorosas, como o confronto contra o Cruzeiro, pela ida das oitavas da Libertadores.

Isso mostra uma tônica que vem acompanhando o Flamengo há algum tempo: inconstância. Não conseguimos jogar duas ou três partidas em alto nível. Sempre temos altos e baixos durante as pelejas, que custam pontos (ou até mesmo) classificações preciosas.

Neste mês de agosto não está sendo diferente. Continuamos com velhos problemas, principalmente no ataque. Nem Guerrero (que já foi pro Inter), Dourado ou Uribe resolveram nosso problema de gols. Aliás, a falta de espaço pro Lincoln é algo que não pode ser explicado pela lógica comum.

No meio, quando Paquetá quer ser objetivo, consegue puxar o time pra cima e melhorar o desempenho da equipe. O problema é que ele sofre da mesma inconstância dos companheiros. Na hora que decide ser desleixado, só Jesus na causa, principalmente quando resolve driblar na intermediaria defensiva.

Outro problema continua a ser Diego. O camisa 10, quando joga próximo da área consegue ser decisivo e criar boas alternativas. Mas, na hora que a bola não chega, precisa recuar. Mais distante do gol, participa de forma menos ativa da construção das jogadas, deixando um buraco no ataque, isolando o centroavante.

E, por fim, temos os problemas defensivos. Tirando a vitória contra o Gremio, Réver não foi bem nos outros jogos agostinos. Está como titular pelo nome e peso enquanto capitão. Já era pra ter pegado banco há algum tempo. E, na esquerda, sofremos com uma queda no rendimento de Renê. Além de não estar bem com a bola nos pés, sofre com a ausência de um parceiro entrosado pelo lado esquerdo. Vinícius fazia muito bem a recomposição. Vitinho ainda está se acostumando com os companheiros e Marlos Moreno não serve pra marcar nem a minha avó, de 96 anos de idade.

Essas inconstâncias levam ao sofrimento no decorrer das partidas, uma vez que não sabemos qual Flamengo entrará em campo. Ou seja, cada partida é uma verdadeira loteria.

Até o final do mês, teremos mais quatro jogos. São três pelo Brasileirão (Atlético-PR, Vitória e América-MG) e a decisiva contra o Cruzeiro, pela volta da Libertadores, no dia 29, pra fechar o mês.

O ideal é tentar pelo menos sete pontos no BR-18. Um empate contra o CAP, por usar o time reserva (ou misto) já está de bom tamanho, e duas vitórias. Precisamos nos manter entre os líderes, uma vez que nossos concorrentes não disputam a mesma quantidade de competições que a gente.

Já pra partida contra o Cruzeiro é treinar bastante. É muito difícil reverter o placar, já que os celestes devem jogar recuados, explorando o contra-ataque.

Metade do mês mais difícil e decisivo do ano já passou. Mas o restante dele é que vai decidir se teremos um saldo positivo ou negativo. E aí, o que você acha?

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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