Um Flamengo pragmático, porém sem alma

Confesso que o jogo da última quarta-feira (23) foi um dos mais deprimentes que eu já acompanhei do nosso Mais Querido. A causa disso não foi o futebol praticado, pois a equipe já fez partidas muito piores tecnicamente, nem o resultado final, pois jogar na Argentina independente do momento do time adversário, ainda mais, contra um clube de expressão como o River Plate, sempre é tarefa difícil, mas sim a postura pragmática da equipe, que parece ter saído satisfeita com o empate.

Não obstante, podemos dizer que o pragmatismo foi um dos responsáveis pela classificação do Flamengo após sucessivas eliminações na fase de grupo. O empate fora de casa contra o Santa Fé foi determinante para a classificação, apesar do Flamengo ser mais time e pudesse ter ido à Colômbia com uma postura diferente, esse resultado foi determinante para que necessitasse “apenas” de uma vitória em casa, já com torcida, contra o Emelec para avançar. Na Colômbia o que se viu foi um Flamengo jogando pelo empate, assim como contra o River, abdicando de suas tradições.

O pragmatismo não é propriamente um defeito, vários times e seleções na história foram considerados assim, como a Holanda de 2010 e a Argentina de 2014, contudo, o Flamengo não pode ir contra a sua história e ignorar o lema “vencer, vencer, vencer”, mesmo diante de situações que o empate pode ser considerado “bom resultado”.

Por: Wesley Paulo
Saudações RN.

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