Vinny Dunga: “Enquanto tem bambu tem flecha”

As eliminações da Libertadores, e da Copa do Brasil foram golpes duríssimos na expectativa da Nação Rubro-Negra para a temporada. Mas agora, sem essa expectativa, e começando do zero, podemos tirar proveito da situação.

Ainda estamos vivos na briga pelo título brasileiro, e acredite ou não, podemos terminar na frente. Afinal, ainda estamos mais próximos da liderança do que em 2009. Sei que comparar qualquer campanha com a de 2009 é complicado, pois naquele ano os astros se alinharam para o improvável acontecer.

Se voltarmos 10 anos no tempo estaríamos entusiasmados com a colocação atual do Flamengo na competição. É verdade que mudamos de patamar, e passamos a criar altíssimas expectativas no time, superestimando os elencos do Flamengo a cada inicio de temporada nos últimos anos.

Essa foi a receita certa da frustração. No esporte nós flertamos com a derrota e com a vitória, quase sempre, e devemos aprender a digerir os resultados ruins. O problema é que perder é inaceitável para grande parte da torcida, e a coleção de torneios sem titulo abre espaço para a insatisfação.

Não, eu também não gosto de perder, mas precisamos entender que não torcemos para o Paris Saint-German, e não jogamos o Francesão. Estamos no caminho certo, no processo correto, dentro e fora de campo, mas os títulos virão naturalmente, não podemos lidar como um vexame no caso de insucesso, o futebol não é uma ciência exata.

A bipolaridade do flamenguista é algo que deveria ser estudado por cientistas, se bastam poucos resultados positivos para começarmos a sonhar com o bi mundial e afins, também não é preciso grandes vexames para iniciar as crises do Maior Clube do Brasil, tudo é muito intenso por aqui.

Já a bipolaridade do time do Flamengo, no próprio Campeonato Brasileiro, é o combustível dessa descrença. O time que até a parada para a Copa do Mundo dava sinais que poderia levantar o seu sétimo título nacional com tranquilidade, hoje periga brigar ‘apenas’ pela classificação para a Libertadores 2019.

Mas não, eu ainda prefiro me ater ao nosso objetivo inicial, os títulos. Como no dito popular do copo d’água pela metade, precisamos enxerga-lo meio cheio, e não meio vazio. Sob novo comando técnico, podemos na base do ‘deixou chegar’, ‘estão deixando a gente sonhar’, e levantar a taça com muita humildade.

Hoje pode ser o início de uma nova virada na temporada. Uma vitória com gosto de revanche, em São Paulo, contra o Corinthians, pode ser o gatilho para uma arrancada que culminará no hepta. Claro, que contando com derrapagens de quem tá na frente do Flamengo.

Em todos esse anos de Flamengo aprendi a jamais duvidar da magia rubro-negra, e justamente nesses ‘piores’ momentos que o Mais querido mostra a sua identidade, e na raça passa por cima das adversidades.

Acredite, sempre!

‘Que os deuses do futebol estejam com o Flamengo’

Vinny Dunga

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