Fabio Monken: “Despedida melancólica”

FOTO: REPRODUÇÃO

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Clube de Regatas do Flamengo, eleições 2012. A esperança contra o temor, a austeridade contra a prodigalidade, o bem contra o mal. Isso define muito bem o pleito realizado há 6 anos pela presidência do clube mais importante do Brasil.

A esperança triunfou. Numa chapa encabeçada por Wallim e BAP, Bandeira caiu de paraquedas devido aos impeditivos de ambos os postulantes à presidência do Mais Querido, e e antiga forma de gerir o clube começou a ser sepultada com o resultado das urnas no pleito do final de ano.

Muitos compromissos assumidos previamente. A seriedade imperava no tratamento entre a cúpula que comandaria o Flamengo pelos próximos dois anos, onde a equipe decidiria tudo em consenso e o presidente chancelaria essas decisões. Esse era o trato. Até a chapa “Smurf” começar a rachar, numa suposta “trairagem” de Bandeira de Mello.


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BAP puxou a fila. Após EBM recusar-se a cumprir algumas decisões onde teve seu voto vencido e até mesmo dizer que cumpriria mas não fazê-lo à revelia, seus correligionários começaram a ficar com a pulga atrás da orelha.

E não deu outra. Do grupo inicial que reestruturou o Mengão nos últimos seis anos, durante os dois mandatos “blues”, os smurf foram saindo pouco a pouco e esvaziando a gestão EBM ao longo dos quatro últimos anos, mais intensamente nestes dois últimos.

Hoje, melancolicamente restaram poucos “gatos pingados” apoiando Bandeira de Melo. A chapa azul original se reestruturou na figura de Rodolfo Landim e Rodrigo Dunshee, com participação ativa de Wallim Vasconcelos e postula a direção do Mengão em mandato que terá início em 2019.

Apesar de querer chamar pra si todos os méritos pelo sucesso da empreitada em todas as esferas do clube, EBM deixou-se levar pelo fascínio que o poder da figura do presidente do maior clube do Brasil exerce e acabou se perdendo ao longo do caminho.

Principalmente no futebol, carro-chefe e trem pagador do C.R. do Flamengo, EBM colecionou fracassos ao longo dos anos. Após um início com bastante tolerância da torcida ao adotar um discurso de saneamento financeiro do clube e do resgate da credibilidade, o mandatário começou sua derrocada.

Foram várias desavenças colecionadas ao longo dos seis anos na direção do clube e inúmeros fracassos esportivos, mesmo após as finanças estarem em dia, a imagem de bom pagador restaurada e de termos um elenco mais digno do nome que o Flamengo representa no cenário nacional.

Mas ele não estava satisfeito. Após a saída de Flávio Godinho, afastado devido a estar sendo investigado pela justiça, em janeiro de 2017, EBM acumulou a VP de futebol e escancarou suas fragilidades, exacerbando seus arroubos coronelistas em decisões equivocadas desde sempre.

Discurso prolixo e leniente, postura de contumaz paciência e passividade, falta de cobrança e declarações de protecionismo a um elenco que entrega muito menos do que poderia, essa é a tônica da gestão Bandeira no departamento mais importante do clube.

Mesmo que tenha conseguido sanear o clube e resgatar a moral rubro-negra perante todo o Brasil , mesmo considerando que tudo foi realizado por profissionais competentíssimos integrantes do grupo original, sua gestão ficará marcada pelo discurso arrogante e sua frase emblemática do “vamos levando”.

Mas ele poderia ter um final mais digno se não vendesse, às vésperas de sua saída e após a derrocada do pleito eleitoral visando uma cadeira de deputado federal, mais uma joia rubro-negra. Após a saída precoce de Vinícius Jr (mesmo que inevitável pelas altas cifras envolvidas), Lucas Paquetá segue na mesma direção, embora saia com requintes de crueldade.

Além de ter sido negociado por um valor abaixo da multa rescisória, precisamente por 15 milhões de euros a menos, EBM ainda vendeu o atleta ao Milan como se fosse um carnê das Casas Bahia, em suaves prestações, que serão pagas até 2021. Além disso, pediu sigilo no anúncio das negociações até que a disputa eleitoral nacional fosse finalizada, temendo não conseguir a vaga federal. E tudo isso, faltando apenas 10 jogos para o final do Brasileirão 2018. Pasmem, amigos!

Vida que segue. Ainda bem que 2019 já está aí! Faltam poucos dias para que este senhor deixe compulsoriamente o comando rubro-negro. E esperemos que o grupo vencedor faça voltar nossos tempos de glória futebolística. Já estamos saneados financeiramente. Agora, mais do que nunca, queremos títulos! E exigiremos isso da chapa vencedora, simples assim. Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!
 Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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