Renata Graciano: “O grito entalado na garganta… jogue por nós, Flamengo”

Domingo 11h da manhã. Sinceramente eu não sei de onde a CBF tira ideias “geniais” como essas. Um calor infernal e pra quem não estava necessariamente na cidade o dia começou quando a noite ainda não havia terminado.

Em campo aquele Flamengo meio desorganizado, meio time, meio bando. O conflito de identidade do Flamengo chega a ser palpável. Somos aquele time do quase: quase timaço, quase timinho, quase lá, quase, quase, quase…

Aquelas mais de 60 mil pessoas que enfrentaram as mais diversas realidades para estarem ao lado do Flamengo sairam mais uma vez com aquela sensação de vazio e frustração que infelizmente anda meio comum nas bandas da Gávea. Mas vejam bem, tô bem longe de achar que está tudo bem ruim, mas de novo, vem aquele quase que entorpece a alma cheia de esperança e aquela tristezinha insistente.

Não fizemos o gol. Essa é uma síntese crônica, e não é de hoje, do Flamengo. E concordo muito que o Flamengo é um cemitério de atacantes, talvez só Jesus em pessoa conseguisse ser um atacante eficaz ali. O que temos que ter consciência: Vinicius se foi. Não dá pra pegar x e querer substituir por y. Para conseguir chegar a algum lugar o Flamengo tem que se reinventar. Temos as peças, mas tem que saber jogar. Barbieri não é estudioso? Ponha em prática as horas de intermináveis análises na madrugada. Conheça o jogador, principalmente as fraquezas e trabalhe em cima delas.

Meu Deus do Céu, não dá pra armar um meio campo decente, compactar um time com Diego, Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá distribuindo bola?

O Flamengo é um time seco, previsível. Não tem um cara que entre pra surpreender e mude o jogo. Somos aquilo ali e a maior frustração da torcida é saber que podemos mais, muito mais do que estão entregando. E foi esse o motivo das vaias a Paquetá. O menino é um dos xodós da torcida, tem números invejáveis nas estatísticas, mas falta o “kwan”, tá faltando aquele tesão do início do ano, aquele fogo nos olhos, sangue na boca, quero mais dancinhas e sei que ele pode ser gigante. Eu não vaiei o menino Lucas, mas entendo o sentimento de quem vaiou.

Aquele gol bandido com a bola quicando e enganando Diego Alves foi a famosa ducha de água fria, aquele grito de gol que entala na garganta, o peito apertado de saber que dava… mas mais uma vez não foi.

E o pior de tudo? Aquela galera que vaiou, que cobra, que grita palavrão, que roga praga, já está com o coração cheio de ansiedade e doida pra rever o grande amor. Jogue por nós, Flamengo…

ISSO AQUI É FLAMENGO, PORRA!!!

Em tempo: Diego e Éverton Ribeiro jogaram muito! Piris também.

Saudações Rubro-Negras!

Renata Rosa Graciano

Twitter: @regraciano

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