Prancheta do Pet #4 – Um modificado Flamengo

O time que Barbieri escalou para enfrentar o Atlético-MG na vitória de ontem no Maracanã foi bastante diferente do time base que o treinador vinha utilizando. Com exceção de Diego, que ficou de fora por suspensão, as outras modificações táticas do time foram aparentemente por opção do técnico rubro-negro.

A primeira e mais surpreendente delas foi a entrada de Miguel Trauco na lateral esquerda na vaga de Renê. Reconhecidamente mais técnico que o antigo titular, Trauco aproveitou bem os espaços deixados pelo sistema defensivo atleticano pelo lado direito e levou a melhor sobre Émerson em grande parte dos duelos. Inclusive, foi pelo corredor esquerdo de ataque que o Fla criou suas melhores chances na partida. Agora, resta saber se a opção pelo lateral peruano foi apenas situacional, devido ao pré-conhecimento de Barbieri em relação ao espaço deixado pelos flancos por parte do clube mineiro – como adiantado na Prancheta do Pet #3 – ou se realmente Trauco ganhou a posição em definitivo.

Mas a modificação que mais alterou o sistema de jogo do Flamengo foi a entrada de Willian Arão. Barbieri promoveu uma alteração da estrutura tática da equipe do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1, com Cuéllar e W. Arão como volantes, Paquetá como meia centralizado na linha de três, Matheus Sávio aberto na esquerda e Éverton Ribeiro pela direita.

E o volante, antes contestado pela torcida, desempenhou um bom papel tanto no momento ofensivo, quanto no momento defensivo. Como é característico do volante, fez infiltrações atacando o espaço por diversas vezes, incluindo no primeiro gol. E também foi importante ajudando Cuéllar a dar mais consistência defensiva ao time, dividindo a responsabilidade de cobertura dos laterais e liberando um pouco mais – não completamente – os meias de suas responsabilidades defensivas.

Entenda melhor como funcionou o sistema tático do Flamengo no vídeo abaixo:

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