Fabio Monken: “Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir”

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Hoje começo minha coluna com essa citação fantástica de um filósofo tão sensacional quanto: Lucio Anneo Séneca (4 a.C. – 65 d.C). Essa sentença retrata fidedignamente o momento vivido pelo nosso querido e amado Mengão, estamos perdidos tal qual azeitona em boca de banguela.


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Não é de hoje que temos batido na tecla da inconsistência, dizendo que as vitórias estão vindo sem termos um padrão tático definido, nem um sistema defensivo sólido. As coisas simplesmente estão acontecendo, mas a sorte parece ter nos abandonado, pois quando finalmente ganhamos um jogo, nossos adversários diretos também somaram três pontos, ou seja, tudo como dantes.

Não podemos nos basear única e exclusivamente na sorte, o bom trabalho deve, de fato, precedê-la. Atrevo-me a dizer que a labuta de forma correta deve anteceder qualquer coisa que supostamente possa vir a acontecer, a sorte é uma delas.

A sorte só acompanha quem trabalha muito e, o mais importante de tudo, da forma certa. Não adianta ficarmos dando murro em ponta de faca com uma equipe mal treinada e estéril ofensivamente falando. Somemos a isso nossa fragilidade defensiva, um leque curtíssimo de opções táticas e temos a colocação que merecemos na tábua de classificação.

É isso mesmo, não temos time para sermos líderes. Aí vão me perguntar: mas e o elenco, Monken, não é melhor do que os que estão à nossa frente? Lhes respondo: acho que levamos certa vantagem em algumas posições mas elenco nenhum joga ou se escala sozinho, é preciso experiência, inteligência e, precipuamente, perspicácia! Isso falta ao Flamengo há alguns anos, além disso tem a questão da unidade, haja vista o Flamengo não ser uma equipe coesa há tempos.

Desde que a turma “blue” assumiu o clube, demos uma guinada de 180 graus no tocante à administração: contas em dia, pagamentos sem atrasos, dividas equacionadas, aumento de receita com decréscimo das despesas e um nome limpo, orgulhando toda a nação após décadas de vergonha pelas más administrações anteriores.

Quanto ao futebol, a coisa caminha na direção diametralmente oposta. O que percebemos daqui do lado de fora é que o Flamengo se tornou uma gigantesca empresa pública, de mentalidade retrógrada, onde o nepotismo impera e a falta de comprometimento não é percebida pela direção que, inclusive, não cobra energicamente um melhor desempenho de seus contratados.

A coisa vai andando. Como diria nosso presidente (já famoso por suas pérolas): vamos levando. E a pior coisa que existe numa empresa, como todos sabemos, menos eles (sempre eles!) é a procrastinação. Ela vicia, fere, definha, corrompe, alija, deforma, atrofia e, no final, nos mata.

Sou partidário de nosso querido confrade Fabricio Chicca e tenho a certeza de que o Barbieri não nos fará melhorar. Não que eu ache que ele deva sair agora (diferentemente do Fafo). Não agora. Tenho certeza de que ele tem futuro, mas proporia ao nosso comandante descer um degrau para poder subir dois mais adiante.

Explico. Dou como perdido esse ano de 2018. É óbvio que podemos ganhar ainda a Copa do Brasil (se um cometa passar novamente), mas vencermos o Brasileiro é quase impossível, não pelo elenco, mas pela forma de atuação do time e principalmente por sua condução. Proporia ao Barbieri ficar no comando até o final do ano e continuar no clube integrando a comissão técnica permanente, cargo que ele já ocupava anteriormente a ser alçado a treinador principal da equipe.

Falta-lhe estofo para cobrar os comandados, falta experiência e rapidez na leitura das partidas para realizar substituições mais eficazes, enfim falta a lapidação necessária em sua formação, o que poderia acontecer caso tenhamos um técnico competente para o início de 2019 e ele possa acompanhar de perto e aprender nuances necessárias à sua formação profissional.

Afora isso, o que nos resta fazer é aguardar, rezar pra São Judas Tadeu, Zico e torcer incondicionalmente. Isso não nos faltará, tenho plena certeza disso. A magnética é gigantesca e o apoio é fundamental, seja em qualquer situação, mas principalmente na fase ruim. Todos sabemos disso e apoiaremos sempre. E devemos ser otimistas (salve, Anderson Rocha!). Mas, desculpem-me pela franqueza contumaz: “vem ni mim” 2019! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!
 Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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