Rica Perrone: O “não ídolo”

Guerrero fez o gol do Corinthians no Mundial. Passa longe de ser um dos maiores ídolos do clube, embora reconheçam sua importância.

Foi pro Flamengo com status de craque, maior contratação do “novo Flamengo”, e sai de lá como frustração, pela porta dos fundos e devendo.

Chega ao Inter com impacto pelo grande jogador que é. Renome internacional, mídia, e bom futebol, inegável.

Por mais que não se trate do jogador que iludido o Flamengo pagou quase 1 milhão por mes, trata-se sim de um grande jogador. E o Inter nada tem com isso. Contrata um bom atacante e se torna ainda mais candidato a título por isso.

O que esperam de uma pessoa não necessariamente é o que ela pode dar. Também não podemos cobrar o especial como parte do pacote básico.  O básico diz que a pessoa fará o que a lei deixar. E o especial coloca os valores como gratidão, respeito, etc.

Se eu fosse o Guerrero jogaria até dezembro de graça no Flamengo para compensar o prejuízo que ele deu ao clube. Mas eu não sou o Guerrero, portanto não posso determinar os valores dele.

Tem uma história que não sei o quanto é real, mas é um “case” dito nos bastidores do futebol. O goleiro Marcos ficou machucado um tempo e seu contrato de luva acabou. Uma empresa o procurou e ofereceu um novo acordo. E o Marcão teria recusado dizendo que daria mais uns meses a luva anterior porque ele não jogou e ela pagou a toa.

Nem todo mundo é como o Marcão. E também nem todo mundo vai sair do futebol levando mais do que dinheiro.

Boa sorte ao Guerrero e ao Inter. Ninguém é obrigado a ser especial.

abs,
RicaPerrone

Reprodução: Rica Perrone

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