O triste fim de Paolo Guerrero

“A dignidade não consiste em possuir honrarias, mas em merecê-las” (ARISTÓTOLES)

 

O fim chegou, meus amigos. O contrato de Paolo Guerrero com o Flamengo chega ao seu ocaso. O jogador que significou a mudança de patamar lá em 2015, encerrará seu vínculo com o mais querido sem deixar sua marca. Aliás, será mesmo que não deixou? Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo. Vamos nos debruçar sobre o melancólico fim do contrato do peruano com o rubro negro e tentar iluminar coisas que podem ter ficado escondidas no meio de tanta desinformação.

A primeira coisa que temos que fazer é lembrar como Guerrero chegou aqui. Depois de longo período de infrutíferas negociações para renovação com o Corinthians, o Flamengo chegou a acordo com o jogador que agregava muito aquele elenco, ainda que por um valor discutível. Lembrem que o nosso centroavante era Alecssandro.  O Alecgol não era mal jogador, à época não entendi porque saiu. Ser reserva de Guerrero que saía para a seleção muitas vezes não era tão ruim quanto ser reserva no Palmeiras. Fez 9 gols pelo carioca, 1 na copa do Brasil e 1 pelo brasileiro. Tinha períodos de seca tenebrosos, mas era muito útil.

Num time que tinha Cirino como a maior contratação até então,  Guerrero se tornou estrela e ganhou música para chegar. Fez três gols seguidos, mas o time todo caiu de rendimento e sempre foi o alívio na pressão. Toda primeira bola buscava o peruano peito de travesseiro. Ficou fora de oito partidas!

De lá para cá vimos como o custo benefício era matéria obrigatória pelo menos uma vez no mês ao se discutir o peruano. Vamos definir que o jogador não bate à porta de ninguém, quem paga o que ele pede é que é culpado! Não vamos ser levianos de não reconhecer as qualidades do jogador. O peruano dá muitas assistências para finalização próximo ou dentro da área e teríamos melhor sorte caso os jogadores que orbitam a “centroavância” hoje tivessem sido contratados antes. Mas bola na rede não é tão a praia dele. Ainda que seja semelhante a outros jogadores, para ser considerado top e fazer jus a esse salário, precisa de mais.

Com ele ganhamos um campeonato carioca. Talvez fosse importante nas finais que disputamos ano passado, embora Vizeu tenha feito sua parte na caminhada até a final. O episódio do Dopping é emblemático para a novela. O jogador é pego por uma substância proibida administrada em jogo pela federação peruana e o maior prejudicado é o clube. Não há ninguém desumano aqui! Sabemos do sonho do jogador de ir à copa e torcemos muito para que ele pudesse disputá-la. Conseguiu. Agora deveria ter pensado o que fazer para ressarcir o clube que o sustenta. Não me interessa apontar o culpado. Me interessa que a vítima seja compensada.

O clube buscava a manutenção do vínculo desde julho e o staff do jogador o supervalorizou, talvez o jogador também. Voltando no tempo e tentando imaginar o que passou na cabeça do jogador, só podemos pensar que ele achava que iria se valorizar após a copa e isso rendesse mais dinheiro. Só que aconteceu o dopping e ele ficou ameaçado até de não jogar a copa. Daí depois que passou o que passou imaginou que iria arrebentar nos jogos pós copa para colocar pressão na diretoria. Não aconteceu!

O que parece agora é que forçou para não fazer o sétimo jogo no brasileiro e poder ser contratado por um time daqui. Não sei quem poderia pagar as loucuras que ele pede. Um jogador com um mínimo de respeito à própria imagem, não pensaria em ser “reforço” de um rival do clube que o apoiou tão bem nos últimos anos.

O que fica claro mesmo é que o Flamengo continua a ser passado para trás neste tipo de situação. A federação peruana já deveria ter sido acionada há muito tempo. O clube teve um prejuízo técnico e de imagem e não ser ressarcido por isso é quase uma confissão de cumplicidade. Depois, Guerrero fingir, como alguns portais noticiaram, essa lesão é de um mau caratismo sem tamanho. O que só pode ser respondido com punição. Assim, o Flamengo deveria, como tem respaldo jurídico, prorrogar o seu contrato o tempo que o jogador ficou fora do clube devido a suspensão da FIFA! Simples! Jogador de futebol precisa deixar de ser inconsequente e punir este tipo de comportamento é dever do clube!

 

 

Anderson Alves, O otimista.

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