E o Flamengo ressurgiu…

Pensei muito sobre o que falar essa semana, ia falar sobre a dura sequência de jogos, que vai separar os homens dos meninos, os fortes dos fracos, pensei também em falar sobre Lincoln e seu brilhante futuro, mas acabei deixando o jogo acabar para entender sobre o que eu deveria escrever: O Flamengo que ressurgiu.

Ressurgiu não porque estava em baixa, mas porque precisava se reencontrar com a grandeza.

Ressurgiu na firmeza e postura de Léo Duarte, que na plenitude de seus 22 anos, parecia um veterano em campo, com força, posicionamento e vitalidade, lembrando aqueles que já tiveram a honra de defender a trincheira rubro-negra nos anos dourados.

Ressurgiu no talento de um menino que tem a qualidade e a técnica abundantes, que é o futuro da seleção brasileira, que tem um futebol do tamanho do planeta, mas que leva o nome de uma pequena ilha: Paquetá. Mesmo em sua suposta displicência, é capaz de lances mágicos, agudos, apaixonantes.

Ressurgiu nos pés de um craque, que chegou a ser desacreditado por muitos, até sendo chamado de desnecessário, mas que a cada jogo mostra que é diferenciado. Um leão em campo, viril nos combates, forte na recomposição e letal no ataque. Everton Ribeiro é mais que necessário, é essencial, é primordial.

Ressurgiu quando uma joia de 17 anos entrou em campo e aos 49 corrigiu uma injustiça que ia acontecendo, substituindo um medalhão que pouco havia criado no Jogo, mas entrou com a confiança de 45 milhões de Rubro-negros, que sempre acreditaram ser ele, o camisa 9 que tanto esperávamos. Lincoln é diferenciado, é um 9 como poucos ainda nascem no futebol brasileiro, é inteligente, veloz, técnico e matador. É a cara do Flamengo, é o nosso futuro em campo.

Ressurgiu com Barbieri, que contra tudo e todos, mostrou que entendeu o que é ser Flamengo. Que entendeu que o desistir não permeia no sentimento do rubro-negro, que entendeu que a busca pela vitória tem que ser incessante, que conseguiu trazer para um time que parecia fadado ao fracasso, o gosto por ser gigante.

O Flamengo de Diego Alves, de Cuellar, de Diego e até do moleque Vitinho, é um time aguerrido, experiente, que sabe o que fazer com a bola, e que não abaixa cabeça para nenhum time do mundo. Assim como os grandes ídolos que vestiram rubro-negro, esses estão caminhando para terem seus nomes escritos na história do Flamengo.

Ontem, como há muito não víamos, as raízes rubro-negras foram resgatadas, o orgulho do torcedor explodiu, as expectativas e a esperança foram renovadas. Faltam os títulos para o ciclo virtuoso se consolidar, mas se jogarmos como ontem, no final do ano eles virão aos montes.

Êxtase, confiança, esperança e orgulho. Sentimentos que se misturados, ontem coloririam o céu de vermelho e preto, como os rastros de uma Fênix, que quando muitos julgavam estar nas cinzas, ressurgiu e mostrou sua imponência. O Flamengo ressurgiu, contra tudo e todos, para desespero dos detratores.

Esse é o Flamengo que eu amo. Esse é o Flamengo que eu conheço. A tua glória é lutar Flamengo! E para quem duvidava, ele ressurgiu…

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

Comente no Twitter usando a #ColunaDoJJConcorda ou Discorda? Comente, cornete e se gostar: Divulgue! Ah! e se quiser saber mais sobre o Mengão segue lá no Twitter @JeronimoSJunior! É Mengão 24 horas por dia!

20 Comentários
Carregando comentários...