Dá para ganhar tudo, ou tem que priorizar?

É melhor um título na mão, ou três voando? Temos elenco para nos mantermos nas três competições (e vencermos)? Ou temos que priorizar?

Mais uma vez em minhas colunas vou tratar de algo que não tem resposta certa ou errada, e sim opinião. Há a minha, e a do leitor. Considerando que temos mais 5 jogos pela copa do Brasil, mais 8 pela libertadores (contando que vá tudo bem) e mais 22 rodadas para o fim do brasileirão, portanto, podemos ter até 35 partidas até o dia 03 de dezembro, em 17 semanas. Ou seja, sem trégua, nem descanso, nem treinos. Isso quer dizer, dois jogos por semana daqui até o final da temporada, se formos as finais de tudo, mas se acreditamos que devemos não priorizar torneios quer dizer que imaginamos que podemos ganhá-los. Se ganharmos tudo, ou dois, ou alguma coisa, beleza, mas o problema é imaginarmos a hipótese de não ganharmos nada sem priorizar. Nesse caso, a culpa recairá no fato de não termos priorizado nada e não ter poupado jogadores. A recíproca é verdadeira. Se pouparmos e não ganharmos o tiro sai pela culatra.

No cenário ame-o ou odeie-o, na bipolaridade que cerca a ansiosa e desesperada nação rubro negra, não há remédio que não seja de ganharmos alguma coisa. Nada será perdoado se fizermos boa campanha na libertadores, no brasileiro e na copa mas não ganharmos ao menos uma delas. Olhando para o elenco temos deficiências sérias e falta de peças de reposição em algumas posições. Goleiro, não confio nos reservas, apesar de acreditar que o César foi excelente na final da Sula. Laterais: por mais que haja um caso de amor pelo Renê, para mim precisamos de 4 laterais, ou pelos dois titulares e subimos os meninos da base para compor o elenco (numa hipótese otimista, matemos o Renê como reserva). Zagueiros, só dá para contar com Léo Duarte, os outros se machucam demais e o Réver ainda não me gera confiança, lento como sempre, mas errando tempo de bola como não fazia antes. Juan está se aposentando, Thuller que pode ser o cara no lugar do Rever, e Rhodolfo tem, como diziam os antigos, canela de vidro. Portanto, idealmente teríamos um outro zagueiro. Volante, temos dois novamente, e para as meias e ataques, com a ressurreição do Marlos e volta do Berrío estamos bem cobertos. No ataque, espero que o Uribe seja a solução, com o Lincoln de reserva ou mesmo o menino sendo o titular.

Nesse cenário, há uma chance de conseguirmos tudo com esse elenco, mas vamos precisar de um alinhamento de planetas. Na defesa a coisa é mais séria e pode ser particularmente complicada. Uma eventual zaga com Rever e Juan fará com que o time perca velocidade e as linhas devem naturalmente se afastar. Se perdermos um dos laterais, a situação pode complicar ainda mais.

Então, depois de todas essas preliminares, eu pouparia jogadores… o chip apitou, banco. E a minha ordem de prioridade é: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil. Diante do resultado heroico de quarta-feira, é triste, e de agora em diante impossível, mas eu teria poupado naquele jogo. Para mim a Copa do Brasil tem menor importância que os demais torneios (talvez seja o que pague melhor e seja o mais fácil de ganhar). Como comentei na coluna passada, para mim esse torneiro seria o ideal para usarmos a base. Seria uma tradição do flamengo, de sempre jogar todos os jogos da Copa do Brasil com os meninos da base, desde as primeiras rodadas…. seria um ótimo torneiro para testarmos a prata da casa.

Ouço a torcida nos resenhas da TV Coluna do Flamengo repetindo o coro: não vamos poupar nada, nem ninguém, acabaram de voltar do recesso da copa. É verdade, a volta da copa ajuda nessas próximas rodadas na parte muscular, mas esse “extra” pode desaparecer no mês de agosto. E no mês de setembro, se tudo der certo, será o mesmo drama… espero que possamos viver esse drama em setembro novamente.

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