Cuéllar é melhor que Rômulo, mas vamos parar a palhaçada!

Já estamos acostumados à mania de perseguição da torcida. Vou até invocar o exilado, graças a Deus, Márcio Araújo para ilustrar isso. Jogador foi considerado o pior do jogo em partida que esteve no banco de reservas kk. Não que esteja defendendo Márcio, muito menos Rômulo, mas não dá para colocar a culpa no jogador, sobretudo nessa partida, e sentir saudades de Jonas como fosse o Leandro Ávila.

Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo. Hoje vamos fazer um pequeno comparativo entre o discípulo do Márcio Araújo, Rômulo, e o Schweinsteiger do nordeste, Jonas. A torcida do mais querido pode elevar perebas à craques e vice-versa, então vamos lá!

Tá, tá, não há ninguém aqui chamando Rômulo de craque. Nem próximo. Mas não é um pereba. O extremismo que marca a nossa sociedade (e a torcida do Flamengo é grande parte da sociedade, né?) às vezes nos obriga a defender aquilo que a gente nem deseja. E não desejo Rômulo para o Flamengo por conta do desgaste principalmente. Entendo que assim como os criticados Réver e Marlos, precisa de sequência para render. E nós não podemos nos dar ao luxo de dar sequência a ninguém.

Isto posto, o “adversário” de Rômulo não é Cuellar, diga-se de passagem que seria desigual demais, mas Jonas. Sim. O jogador que nem faz mais parte do plantel rubro-negro é chorado como nunca aos soluços em algumas mesas de bar e em muitos teclados da rede social.

Existe uma coisa no futebol chamada oportunidade. E quando você tem oportunidade é importante fazer um discernimento concreto sobre o que ela propõe. Foi assim com Brocador. Foi assim com Jonas. Há atletas que jogam mais do que podem numa determinada temporada e se valorizam. Distinguir quais atletas são esses é que é a chave da negociação.

Para mim, Jonas está nesse caso. Contratado do Sampaio Correia, teve algum lampejo, caiu e começou a ser emprestado, até que na temporada passada fez bom campeonato e se valorizou um pouco. Os árabes vieram com dinheiro e o levaram, porque o nosso controverso departamento de futebol entendeu como a oportunidade de fazê-lo. Concordo! Fim.

Deveria, mas não é! Existe um movimento chato de gente que só quer reclamar. Após uma derrota então é que o coro cresce. “Tem que contratar”! “Zagueiro, lateral, volante, meia, ponta…” Se a direção se pautasse no que se fala por aí teríamos um time novo a cada derrota. Barbieri nunca seria o treinador. Vamos ver um recorte? Todo mundo anda recortando partidas, portanto penso que seja útil recortar então a partida contra o São Paulo de Rômulo e contra o Bahia de Jonas.

Algumas coisas chamam atenção. Começando pelo mapa de calor, Rômulo é mais participativo na defesa que o Tiradentes, mas principalmente aparece em mais locais dentro de campo do que Jonas.

Partindo para os números, essa movimentação não se traduz. Jonas chutou uma vez, driblou mais (1 é mais que 0) e perdeu a posse de bola 1 vez. Rômulo erra menos(?) e troca mais passes. Vira mais bolas, intercepta mais e desarma igual. Já falei noutra oportunidade sobre recortes e eles podem iludir, claro. Mas estão crucificando o jogador, pela expectativa também, mas por um jogo e um jogo (recorte) não pode ser parâmetro.

O Flamengo perdeu para o vice-líder e perder para o segundo colocado é natural. Nunca se esqueçam que há um adversário do outro lado. Não jogamos sozinhos. Por fim, o gol foi em falha de outro com uma pane geral do nosso sistema defensivo depois. Não foi culpa de Rômulo. Criar espantalhos só serve para mascarar as reais deficiências da nossa equipe. E nós as temos.

A oportunidade de vendê-lo apareceu? Então que se venda, mas ainda não é o caso. Problema seria dar sequência para que o jogador evolua e não é possível. O melhor seria emprestá-lo para ter essa sequência em outro lugar. Ver se Ronaldo, elogiado pelo treinador, evoluiu mesmo e já começar a preparar Hugo Moura. Temos que aproveitar a onda de jogadores da base que estão vingando para fazer vingar ainda mais. Cada vez mais nós podemos buscar lá fora menos Gabrieis e mais Everton Ribeiros.

Anderson Alves, O otimista.

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