O que esperar do Flamengo nesta pausa para Copa?

Salve, salve, companheiros (as) de Coluna. Todo mundo feliz, né? Afinal de contas, SEGUE O LÍDER!!! No entanto, essa lua de mel vai ter uma pausa, por causa da Copa do Mundo. Neste período de um mês, muita coisa vai acontecer no futebol brasileiro. Os times terão tempo pra treinar, jogadores serão contratados e vendidos e muitas bases vão ser desfeitas. Por isso, o Flamengo precisa ficar atento a este período. Acredito que, quem voltar melhor da pausa vai conseguir se colocar como candidato ao título brasileiro.

Para isso, vou dividir as ações que acredito que o clube tem que tomar em tópicos. Vamos lá:

1 – Contratações:

É inegável que teremos que ir ao mercado neste período de Copa do Mundo. Não apenas pela perda iminente de Vinícius Júnior, mas também pela reposição de outras peças que precisamos para qualificar o elenco. Na humilde opinião deste que vos fala, precisamos de zagueiro, lateral esquerdo, ponta e centroavante.

O zagueiro é essencial para não deixar tudo nos pés da molecada. Porém, você vai dizer assim: “ahhh, os meninos estão indo bem, dando conta do recado”. De fato, estão. Contudo, é importante lembrar que no segundo semestre, só teremos jogos complicados. Em agosto, temos os primeiros mata-mata da Copa do Brasil e da Libertadores. Deixar a responsabilidade em Thuler e Léo Duarte pode ser arriscado. Como Juan não pode jogar todos os jogos e o Rhodolfo tem um histórico nada bom de lesões, ter mais um zagueiro experiente pode ser interessante para ajudar na mesclagem com os garotos.

O lateral esquerdo é unanimidade entre os flamenguistas. Renê está conseguindo fugir das críticas com excelentes atuações (méritos do Barbieri que encontrou uma forma dele jogar no time). Mas, é preciso um reserva. Trauco, pra lateral, não dá. Arrisco dizer que poderia manter o peruano pra ser um ponta, já que tem uma boa visão de jogo, apesar de não ser agressivo no mano a mano. Voltando ao lado esquerdo defensivo, precisamos de alguém para substituir o “nordestino feio”. Sabemos que não temos formado laterais de qualidade e que os principais estão bem integrados em outras equipes nacionais, mas o departamento de futebol vai ter que buscar algum nome, seja no exterior ou nos nossos vizinhos latino-americanos.

O imbróglio envolvendo o Vinícius Júnior não nos deixa escolha a não ser arrumar um ponta para jogar pela esquerda. Geuvânio e Marlos não mostraram a que veio e podem fazer o time ter uma perda técnica e tática considerável, se forem alçados à condição de titulares. Há a possibilidade, remota nos dias de hoje, do nosso camisa 20 só dar um pulo na Espanha, dar um alô pros merengues e retornar para o Mais Querido. Entretanto, enquanto esta situação ainda não estiver clara, precisamos estar atento ao mercado para contratar um jogador com características parecidas para não perdermos força.

O Dourado já mostrou que não inspira confiança. Sei que há defensores, que dizem que ele precisa se adaptar ao estilo do Flamengo, que ele é esforçado e tudo mais. No entanto, o Vizeu estava há meses sem jogar e fez o papel que um centroavante tem que fazer: colocar a bola nas redes. É necessário ir ao mercado e trazer um camisa 9. Não adianta ficar nesta ilusão que a situação do Guerrero vai se resolver. Quanto mais tempo perdermos, pior vai ser o mercado. Tem o Love, o Jô já tá sinalizando que deseja retornar ao Brasil, além de bons jogadores sul-americanos. Dinheiro em caixa o Flamengo tem para contratar bons nomes para todas as posições que destaquei.

2 – Melhorias táticas:

É inegável que o time com Barbieri evoluiu ao longo do último mês. Deixou de ser um bando em campo para tentar jogadas mais trabalhadas, infiltrações, troca de passes e chutes de média distância. Porém, ainda faltam acertos para que o time possa render mais. Primeiro, precisamos de um centroavante que participe do jogo. Com Dourado, ganhamos em amplitude, mas perdemos em qualidade técnica. Quando a bola chega nos pés dele, não sabe trabalhar. Isso nos deixa com “um homem a menos no ataque”.

O atual treinador conseguiu corrigir uma carência desde os tempos de Zé Ricardo: aproximar Diego e Éverton Ribeiro para pensarem o jogo juntos, agora com a ajuda de Paquetá. Pra isso, Rodinei sobe pro campo ofensivo, ajudando na infiltração e sendo mais uma válvula de escape, enquanto nosso trio de armadores flutua na intermediária, entre as linhas ofensivas. Com o tempo, acredito que os três vão conseguir trocar mais passes, pensar em mais jogadas trabalhadas e, com isso, criar mais oportunidades de gol.

Precisamos melhorar também a recomposição defensiva. Em vários momentos da partida, corremos o risco de tomar contra-ataques. Ainda bem que nossa dupla de zaga está jogando muito e fazendo cortes providenciais, mas não podemos contar com a sorte o tempo todo.

3 – Aproximação com a torcida:

Com essa pausa, acredito que a diretoria poderia estimular treinamentos abertos ou jogos-treinos com portões abertos para que torcedores que não têm condições de ir ao Maracanã possam prestigiar o time. Depois de um início de ano conturbado, é legal integrar a equipe com os fãs.

De qualquer forma, antes de tudo isso, temos esse confronto importante contra o Palmeiras. Apesar de ser fora de casa, temos condições de ir lá e vencer, ou pelo menos arrancar um empate. Um bom resultado para nos manter com boa distância na liderança.

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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