E aí, vamos levando? Siga-nos!

Sempre eu hei de ser… super exigente. Alguém pode criticar o líder? O classificado para a segunda fase da Libertadores? Portanto, essa será a minha coluna mais difícil de ser escrita. Porque mesmo diante de tantos sucessos, e que se guarde o espaço para todo o reconhecimento dos resultados que finalmente estão vindo, para a melhora do time, para a defesa quase inexpugnável, o ataque que frequentemente é envolvente, da afirmação dos egos mais saudosistas ao ver o clássico terminar com 6 meninos da base em campo, da maior média de público, e por aí seguem os feitos do último mês de maio e começo de Junho.

O amor que muitas vezes externei abraçando o mais nauseabundo dos maltrapilhos nas arquibancadas da vida. O amor que cega a massa, ou no nosso caso a nação, nos faz esquecer pelo que passamos, e sempre acreditamos que, o que virá será a repetição dileta da beleza do que passou… ou seja, o time que venceu a copa do Brasil de 2013 nos daria a libertadores de 2014. Agora, como líderes, sendo seguidos, com o orgulho inflado, com as memórias desvanecidas das tragédias de 45 dias atrás, e caminhando imodestos, quase fátuos, não nos resta mais memória da várzea que estávamos. Sempre que posso, em todos os fóruns, exponho-me com vênia ao EBM, exceto no futebol.

Almejo perder a voz em berro doidivano, celebrar o título de forma tão absurda, até que a voz se perca e a vista embace. Conquistar algo que seja tão relevante quanto o tamanho do sonho da nação. Sim, o futebol ilógico e, portanto, apaixonante, como a moça que não se decifra o sorriso, mesmo assim não se consegue desviar o olhar da moça, assim é o futebol. A bola nos leva do nada ao tudo, e lá chegamos nem sempre por competência, planejamento e estratégia. No nosso caso, vamos porque somos empurrados e delineados pela maior e mais apaixonada torcida do mundo, hoje vamos sem racional definido empilhando vitórias. Se algo vier esse ano, e não estivemos como estamos hoje por quase uma década, será uma conquista do Flamengo e não do planejamento do departamento de futebol. Um alinhamento de planetas que ocorre de quando em quando, sorte nos dá títulos ocasionais, e assim agradecemos, e reconhecemos por nos terem organizado a casa, mas planejamento nos da hegemonia, e como flamenguista, sabendo o tamanho do nosso sonho, celebremos conquistas, mas não nos ceguemos; há mazelas grandes para serem curadas. Na minha modesta opinião ir levando está dando certo, mas não está certo… se é que faz sentido.

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