Acordo entre Fla e Maraca prevê retirada de cadeiras nos setores Norte e Sul

O Flamengo passou por momentos complicados quanto ao assunto: estádio. Nos últimos anos, ficou sem ter onde mandar seus jogos, seja pelo fato do Jornalista Mário Filho estar fechado ou devido a divergências com a empresa que administra o local. Não por menos, o clube resolveu alugar e reformar o Luso-Brasileiro, que passou a denominar-se como Ilha do Urubu, onde o time mandou algumas partidas em 2017.

No entanto, com a Ilha interditada, devido a queda de duas torres de iluminação no gramado no começo deste ano, e com o CEO do Fla, Bruno Spindel, afirmando que o futuro da Praça Esportiva vai ficar à mercê de quem assumir o clube na próxima eleição (clique aqui para mais detalhes) — o pleito será em dezembro de 2018 —, o Mais Querido se aproximou da Odebrecht e firmou contrato — aprovado pelo Conselho Deliberativo (CODE) na noite desta segunda-feira (11) (clique aqui para ler mais detalhes) — até dezembro de 2020 para jogar no antigo maior do mundo.

No atual vínculo com a concessionária, o clube vai ter direito a fazer algumas mudanças na cancha, entre elas, vai poder personalizar o Maracanã para ficar com a cara do Rubro-Negro (clique aqui para ler mais detalhes). Outra alteração que é muito desejada pelos dirigentes do Mengo, é retirar os assentos dos setores Norte e Sul, abrindo mais espaço para torcedores nos locais e também para aproximar o atual Maraca do antigo, quando naquele tinha a Geral e piso de cimento. A negociação para que isso ocorra continua, mas há a indicação de que a medida terá que ser adiada para depois da Copa América, ou seja, para o segundo semestre de 2019.  A capacidade atual do Setor Norte é de 23 mil a 24 mil lugares e poderia ser estendida para, aproximadamente, 34 mil.

Inclusive, quem falou sobre o assunto fora o presidente Eduardo Bandeira de Mello. O mandatário acredita que o atual vínculo vai permitir que o Mengão atue onde sempre considerou como a casa do Flamengo, só que dessa vez em situações mais favoráveis do que vinha acontecendo. Além disso, Bandeira afirmou que o clube não vai desistir de assumir o estádio, aguardando assim apenas sair a nova licitação.

— Nós e a concessionária Maracanã aprendemos muito ao longo do processo. Este novo contrato vai permitir que o Flamengo jogue no campo que sempre foi considerado como a casa da nossa torcida, em condições muito mais favoráveis que as atuais. Isso tudo sem abrir mão do projeto de assumir o Maracanã de forma definitiva, assim que estiver definido o novo marco regulatório —, disse o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

Os setores denominados como Norte e Sul da Ilha do Urubu também não haviam assentos, fazendo com que fossem praticados preços mais acessíveis para o local, embora o Norte ter sido ocupado em grande parte dos jogos apenas por torcidas organizadas, diferente do Maracanã, que por ser maior, torcedores comuns conseguem comprar bilhetes para o setor. O novo acordo começa a valer já a partir do próximo cotejo disputado no Maraca, que vai ser contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro, no dia 18/08, após a pausa das competições para a Copa do Mundo da Rússia.

Confira abaixo detalhes sobre o novo contrato com o Maracanã:

  • Contrato até o fim de 2020 (dois anos e meio);
  • Valor do aluguel será 15% da renda bruta;
  • No entanto, o contrato estipula o valor máximo de R$ 700 mil por jogo;
  • O valor mínimo por jogo será de R$ 200 mil;
  • Nesse caso, o clube pagará R$ 120 mil;
  • O restante (R$ 80 mil) será arcado pela Esportecom;
  • Em troca do pagamento fixo de R$ 80 mil, a Esportecom vai explorar parte dos camarotes e áreas publicitárias;
  • A multa rescisória para Flamengo e Maracanã é de R$ 6 milhões;
  • Não há multa em caso de nova licitação ou concessão do estádio;
  • 25 jogos no mínimo por ano (clássicos estaduais e nacionais, Libertadores e fases decisivas).
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