Passos largos rumo à imortalidade

Saudações, galerinha do mal… Eu sou Nick Marques e sorrateiramente vai surgindo um novo ídolo.

Gustavo Cuéllar, falar hoje de sua importância tática ou elogiar sua raça na equipe do Flamengo é praticamente chover no molhado, torna-se quase banal destacar o quanto ele vem sendo fundamental desde meados de 2017.

O colombiano está em sua terceira temporada no clube. As anteriores foram praticamente opostas, em 2016 iniciou sua trajetória com discretas e irregulares atuações que o condicionaram a quase carta fora do baralho quando aqueles que vinham jogando inexplicavelmente não cederam espaço para os que fora estavam.

Já no ano seguinte, quando a magia que fizera Marcio Araújo jogar brilhantemente se findou, a torcida lembrou-se de quem era quase esquecido e clamou pelo nome de Cuéllar, que mesmo assim tardou a figurar entre os titulares; entretanto a oportunidade surgiu quando ele quase foi emprestado e naquele momento surgira um dos grandes candidatos à imortalidade rubro-negra.

De lá pra cá, Gustavo tornou-se muito mais que titular. Sagrou-se indispensável, fundamental para as pretensões do Flamengo, adotou em si tudo que o clube representa e prega em seus mais de 120 anos de existência, assumiu a postura rubro-negra que aliada a sua qualidade técnica não apenas defensiva o coloca junto a Lucas Paquetá como os dois jogadores mais Flamengo que temos.

A diferença para a jovem revelação é que Cuéllar não é daqui, foi contratado. O colombiano veio sem conhecer o que Flamengo representava, mas ele entendeu, diferente de muitos que vem nessa mesma condição, ele entendeu o que é Flamengo. Cuéllar hoje é aquele jogador que olhamos e sabemos: Esse cara vai ficar aqui por muitos e muitos anos e quando seu tempo aqui terminar, será ídolo pra sempre, e aqueles que vierem depois farão com que sintamos sua falta.

Por sua identificação com o Flamengo, diferente dos meninos da base como o Paquetá, que tem toda uma vida pela frente – e sabemos inevitavelmente que uma hora vai para o futebol europeu – no Cuéllar enxergamos outra realidade, um cara que pode olhar uma proposta alta e dizer “não, eu prefiro ficar e ser eterno aqui!” não me parece utópico pensar que ele faria isso.

Cuéllar é daqueles que quando não estiver mais jogando no Flamengo, vamos lembrar ele como lembramos ídolos como Fábio Luciano, Athirson; caso conquiste títulos de relevância, como o Brasileirão ou a Taça Libertadores, estará em patamares até superiores de idolatria desses nomes.

Olhando para o Colombiano, poucos duvidam que tenha tudo pra ser o símbolo de qualquer conquista dessas por sua raça e qualidade, por seu diferencial em campo tem totais condições de ser lembrado como o novo deus da raça, um novo Rondinelli nesse sentido.

Quando você assistir a um jogo do Flamengo e vir o Cuéllar ali, lembre-se disso, ele está disposto a ser o novo ídolo eterno desse torcida, ele vai dar a vida em campo e buscar essa imortalidade! Esperamos que os outros 10 se espelhem nele…

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