Balanço Informal da Primeira Fase da Libertadores

Sempre eu hei de ser… desconfiado. Passamos de fase, coisa que não acontecia desde 2010. Foram três desastres, e desastres como esses não passam sem deixar marcas. Havia um peso de um elefante sobre os ombros dos jogadores, que deveriam saber como lidar com tal pressão.

Claro, o colunista aqui comemorou, gritou como um maluco no primeiro gol contra o Emelec tanto lá, quanto no Brasil, perdeu a voz, bateu o joelho na mesa, enfim, foi flamenguista como tem de ser. Mas a questão dessa coluna não é isso, é o balanço do Flamengo na Liberta de 2018. E apesar da retirada do elefante, ainda não dá para ficar contente de verdade.

O time não jogou bem, em NENHUM jogo. As duas vitórias contra EMELEC, apesar de comemoradas como mencionei, não foram boas. Na primeira, se não fosse pelos gols adolescentes teríamos voltado para casa com uma derrota, e na segunda, pelos gols de Éverton Ribeiro. Entretanto, os jogos deprimentes contra o Santa Fe e contra o River nos deixaram em estado de alerta. Figuras anteriormente incontestáveis começaram a ser questionadas. Paquetá, que ainda tem muito crédito comigo, já não goza da unanimidade de outrora, Diego ainda vive entre tapas e beijos com o torcedor, Cuéllar e Éverton Ribeiro (principalmente nos últimos jogos), tem sido os oásis de regularidade no Flamengo, Cuéllar muito mais do que Éverton Ribeiro.

Barbieri não me parece ser o homem que vai arrumar o time. Não vejo nenhuma evolução no Flamengo que não seja o reposicionamento do Paquetá. Há uma deficiência de material humano nas laterais e zaga. Essa poderia ser minimizada com um esquema de jogo mais compacto, times bem treinados fazem jogadores ruins parecerem menos ruins, jogadores médios parecem bons e craques explodem. O nosso time não está organizado. Por exemplo, quando Cuéllar recebe a pelota na saída de bola, pela cartilha do futebol, ele precisa de pelo menos duas opções para a progressão ao ataque: uma com um meia a sua frente e outra com o lateral começando a subir. Em caso de saídas de bola sem velocidade e bloqueada pelo adversário, o jogo deve ser rapidamente invertido e o lateral deve dar o apoio ao meia que está caindo pelo outro lado. Aos olhos pode parecer acaso, na prática é prática! No Flamengo, isso não acontece, e vimos essas falhas durante toda primeira fase. Trata-se ainda de um time arame liso.

Na minha visão, para a parada da copa, o time deve focar na compactação e flutuação dos meias na parte ofensiva, na organização das saídas de bola, e nas coberturas dos laterais, que precisam ajudar com mais eficiência o ataque.

Concluindo sobre a primeira fase:  deu para o gasto, mas precisa melhorar muito, ou vamos ter que aumentar, e muito, as promessas a São Judas Tadeu. Pelo futebol que jogamos somos azarões, vamos precisar contar com a torcida para fazer a diferença!

Mas se você gosta de listas:

Arão – Vai com Deus.

Rhodolfo – Delicado como uma porcelana, soprou quebrou e a cola para remendar demora anos.

Rômulo – The Walking Dead by Rodrigo Bigode.

Renê – Vagalume de um brilho só.

Rodinei – Corre como poucos, e cruza como um cão capado.

Diego – Usa um gel tão potente que o cabelo, a bola, e ele não saem do lugar.

Dourado – É mais fácil um eclipse solar e lunar acontecer no mesmo dia que ele fizer uma partida decente.

Paquetá – Resolveu achar que é o dono do time, e da bola, tá prendendo a pelota mais do que chiclete em calça de camurça.

Diego Alves- Com a mão salva, com o pé uma desgraça.

Cuéllar – Monstro, aspirante a ídolo.

Réver e Juan – Quase 80 anos de tradição no futebol.

Vinícius Junior – Tem crédito pela idade, oscilações esperadas.

Éverton Ribeiro – Por favor, continue melhorando, já já ficará bom.

Barbieri – não obrigado, eu passo.

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