Dilema do Flamengo. E agora Eduardo?

Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão?… 

Na hora da tomada de decisões, a emoção tem que ficar de fora. razão e coração juntos podem trazer problemas. Isso não é novidade para nenhum gestor. É básico. Mas quando se trata de um clube de futebol, o que é emoção e o que é razão podem ser confundidos. Ser racional pode parecer frio, ser emocional pode parecer amador. Eis aí o dilema.

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram…

Eduardo Bandeira de Mello sempre utilizou-se dos números como ferramenta de tomada de decisão, soube ser racional, trabalhar os dados e tomar a decisão de forma mais calculista e assertiva possível. Nem sempre conseguiu. Mas é fato que sua experiencia como executivo do setor financeiro o deixaram durante parte de sua gestão mais preocupado em números que sentimentos em si. Quando viu que não era bem assim que funcionava, ainda assim manteve-se firme com suas convicções.

Os números, principalmente no futebol, as vezes enganam, mascaram, escondem. O mandatário rubro-negro depois de alguns anos no comando do maior clube do país entendeu isso. Percebeu que deveria dosar um pouco antes da tomada de decisão. Tudo na dose correta pode ser bom, mas em excesso pode se tornar um veneno. E Eduardo pode ter errado na dose, e criado um veneno contra si mesmo.

Festa estranha, com gente esquisita…

Fosse menos emocional, talvez tivesse resolvido a situação de Rueda no início do ano de forma mais rápida e não aguardado o desfecho da situação de forma tão passiva, ou entendesse que Carpegiani não seria o nome para assumir um time em ebulição com tanta pressão por resultados. Não o fez, e agora passamos por um momento crítico no ano, em meio a uma Libertadores e prestes a iniciar o Campeonato brasileiro. Confiou em Rodrigo caetano, em Mozer…

E o Flamengo chega no início de abril, sem técnico, com um novo diretor de futebol e sem certeza de nada do que vai acontecer pela frente. O mercado não tem opções interessantes e o consenso é um treinador que muito dificilmente vai largar seu trabalho estável e bem-sucedido para se aventurar nessa bomba-relógio que é trupe rubro-negra. A situação é preocupante.

E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa…

O presidente do Flamengo sempre acreditou em uma palavra: Planejamento. Algo que passou muito longe do futebol rubro-negro ao longo desses anos.

E agora Eduardo, o que fazer? Qualquer técnico que vier não terá aprovação de grande parte da torcida, e nem da própria totalidade da direção do Flamengo. Ficou claro que tomar decisões certas é essencial, mas o momento de tomá-las é igualmente importante. Esse atraso pode ter causado danos irreversíveis para o ano rubro-negro.

Porém, em meio a tantas reclamações e críticas, enfim parece que o presidente rubro-negro mudou. Usou de seu poder para marcar território. Mas fincou a “Bandeira” em uma terra outrora promissora e a tornou improdutiva. Vai ter que trabalhar muito para conseguir reverter essa situação. E o tempo corre contra.

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer e decidiu trabalhar (não!)…

Se por um lado as decisões de reformular o departamento de futebol rubro-negro atingiram em cheio a satisfação da torcida, por outro lado colocaram a direção rubro-negra em uma sinuca de bico perigosa. Tivesse tal reformulação ocorrido há 4 meses atrás, hoje talvez tivéssemos o técnico que gostaríamos de ter e não estivéssemos passando por tal dilema.

Eduardo não pode mais errar. Tem que ser racional, sem ser frio, ser emocional sem perder o controle. É ano eleitoral e ele sabe disso. O resultado da eleição está diretamente ligado ao resultado do futebol rubro-negro em 2018.

Mas não depende apenas dele. Quem vai entrar nesse barco, sabendo que tem prazo de validade de 8 meses e com carta de demissão já previamente assinada?

… Só que nessas férias, não vão viajar, porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação…

A faxina tão esperada veio. As cabeças caíram. O barco precisa retomar o rumo.

Parece que na arma rubro-negra as balas estão acabando e o próximo tiro deve ser o mais importante. Ou acerta o alvo, ou acaba o ano. Eis o dilema. E agora Eduardo?

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

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