Caetano discorda que vá ter reformulação no Fla e conta sobre bastidores de sua demissão

Após o Flamengo ser eliminado para o Botafogo no Campeonato Carioca, Rodrigo Caetano foi demitido junto com outros profissionais que estavam no Fla. Até então, o ex-diretor de futebol do Mais Querido estava em silêncio. No entanto, Rodrigo concedeu entrevista exclusiva para o Globoesporte.com e falou sobre vários assuntos, entre eles, negou possível “reformulação” que possa vir a ter no clube e contou sobre os bastidores de sua saída.

Caetano discordou do termo “reformulação”. Para ele, estava tudo se caminhando de forma natural e o necessário seriam apenas pequenos ajustes, ao invés da mudança de rota que aconteceu. O dirigente afirmou que tais alterações foram maiores do que o momento exigia.

A única coisa que discordo são palavras usadas como reformulação. Reformulação é quando as coisas estão no caminho errado. O tempo, o prazo e a evolução provam que ajustes eram necessários. Mas mudança de rota é uma coisa maior do que o momento exigia —, afirmou o ex-diretor do Fla.

Rodrigo ainda revelou sobre os bastidores depois da eliminação na última semana e afirmou que algumas atitudes que foram tomadas depois do jogo o desagradaram. Caetano ainda contou que foi informado sobre sua saída por Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, e Fred Luz, CEO do clube.

— Depois da derrota, natural que todos estivessem tristes e de cabeça quente. Algumas reações após o jogo me desagradaram. Mas acertamos que qualquer conversa relacionada à continuidade ou não seria no dia seguinte. Foi aí que o presidente (Eduardo Bandeira) e o (CEO) Fred (Luz), pessoas pelo qual tenho o maior carinho, me comunicaram, na quinta, que o melhor caminho era a minha saída. Posteriormente, me falaram que também tirariam o Paulo (Carpegiani). Nem fui ao Ninho naquele dia (quinta) —, revelou Caetano.

O ex-comandante do time da Gávea declarou que havia certo desgaste entre as partes, devido ao tempo no comando do Mengão. Rodrigo aproveitou para lamentar o momento de sua demissão, pois o objetivo do ano não era o Campeonato Carioca, mas sim a classificação para a próxima fase da Copa Libertadores da América.

Os motivos alegados todos já sabem. Um pouco de desgaste. Foram três anos e três meses de um trabalho incessante. Lamento que tenha acontecido nesse momento, após uma derrota. Em momento nenhum o Campeonato Carioca foi a obrigação do ano. Haja vista que ano passado o Flamengo ganhou o estadual invicto e nem por isso se deixou de ter críticas. Estava muito claro, desde o início, que a meta era avançar na Libertadores. Mas infelizmente, após esse jogo, resolveu-se mudar —, finalizou Rodrigo Caetano.

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