Três técnicos e o mesmo problema

Fala companheiros (as) de Coluna do Flamengo! Tudo beleza? Pois é, iniciamos a semana preocupados com o jogo de quarta-feira contra o Emelec, no Equador. Afinal de contas, não temos visto o time evoluir nos últimos jogos. Claro que a derrota pro Macaé é atípica, mas… no contexto que estamos inseridos, acaba pesando, e as primeiras críticas começaram.

No entanto, queria trazer aqui um debate que tive na manhã deste domingo com um amigo. Na conversa, falávamos sobre o atual estado do Flamengo. É muito sintomático termos tido três técnicos e nenhum deles conseguido impor um sistema de jogo convincente.

Zé Ricardo, depois da eliminação da Libertadores, perdeu a mão completa no time. Afundou pela teimosia de não se livrar daqueles que o abraçaram em 2016. Se lembrarmos, o atual técnico do Vasco, jogava com dois volantes e explorando os flancos, com Diego na armação das jogadas. Basicamente um 4-2-3-1.

Quando Rueda chegou, ele manteve o esquema, mas modificou algumas peças. Saiu Márcio Araújo e entrou Cuéllar. De resto, quase a mesma coisa. O desenho seguiu o mesmo, assim como as críticas. O tal “arame liso” se perpetuou. O time tocava, tocava, tocava e não conseguia ameaçar o gol adversário. Em alguns momentos, Rueda tentou deixar o time mais vertical, sem tanta posse de bola. Também não deu certo. Time não era criativo e Guerrero ficava isolado na frente.

Começou 2018 e Carpegiani assumiu, depois que Rueda escolheu ir para a seleção chilena. O atual comandante resolveu modificar o sistema de jogo. Colocou o time no 4-1-4-1. Filosofia? Toque de bola, adaptando na Gávea a forma de jogo usada nos principais times do mundo. Pra isso, os jogadores do meio-campo precisam trocar passes rápidos, buscando infiltrações e jogadas pelos flancos. No entanto, não temos visto o time atuar dessa forma. Continua burocrático, assim como era no ano passado.

Fora que o sistema defensivo segue falhando. Com apenas um volante, é preciso que o time esteja compacto no momento em que está defendendo. Contra o River ficou claro o espaço aberto entre Jonas e os meias. Tanto que o gol sai num desses espaços.

Três técnicos e o mesmo problema: fazer o time jogar bola. Ao fazer toda essa análise, me pergunto: será que é tudo culpa do treinador? Como que nenhum deles, com seus estilos, jeitos e experiências conseguiu fazer o atual elenco se transformar na principal equipe do Brasil?

Não acredito, a menos que me provem o contrário, que os jogadores não querem vestir o Manto, que estão de má vontade, ou querem derrubar treinadores. Mas, é no mínimo estranho que há quase um ano o debate em torno do Mais Querido seja o mesmo. Que os analistas dos principais meios de comunicação batam na mesma tecla. Parece que estamos parados no tempo.

Assim, as criticas da arquibancada vêm forte. E não é de menos. Nos foi criada uma expectativa muito grande, tanto pela diretoria quanto pela imprensa especializada. O tal ano mágico não veio. E 2018 também não inspira confiança.

Dessa forma, penso também a quantas anda o lado psicológico desse time. Sabemos que pesou no ano passado. Parece que o time está tenso ao longo dos jogos, principalmente quando o resultado não aparece. Mas os jogadores não sabem como fazer para mudar a situação.

Enfim, no meio desse rebuliço todo, temos um confronto de suma importância, nesta quarta-feira. Uma derrota no Equador pode piorar demais nossa vida na Libertadores.

Por isso, trago a vocês essa reflexão… onde está o erro? Ainda não sei responder. E vocês?

Que a força esteja com o Mengão!

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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