Resultado fictício e futebol claudicante!

Salve, Salve Nação Mais Linda do Mundo!

Mais uma coluna no espaço rubro-negro mais democrático do mundo! E hoje, especial, extraordinária e excepcionalmente, desejo um dia sensacional e maravilhoso a todas as mulheres. Sejam elas quem e onde estiverem, nós as temos em nosso convívio, enobrecendo, embelezando e suavizando nossa seara diária. Todos possuímos, queiramos ou não, ligação uterina com elas que fazem com que nossos dias sejam (na maioria das vezes) mais felizes, rsrs. Parabéns pelo seu dia internacionalmente reconhecido, embora eu seja da opinião que devamos considerar todos os dias como tal.

Passadas as amenidades, entremos de fato no tema da coluna: nossa acuidade e talento diferenciados nas cobranças de faltas e no péssimo futebol apresentado por nosso time que não consegue engrenar nenhuma boa atuação há tempos. Não é pelo jogo de ontem pois, afora o resultado (enganoso) da partida, o time carece sobremaneira de melhorias táticas e, principalmente, da troca de algumas peças do elenco atual.

Vamos ao jogo de ontem: o primeiro tempo foi mais feio do que fazer barraco em praça pública e que sorriso de bebum banguela, pior do que servir cerveja quente. Parecia um treinamento ataque-defesa, onde o Boa Vista apenas defendeu-se, estacionando duas linhas de cinco jogadores, tentando criar uma barreira intransponível.

Não conseguiram ser intransponíveis, mas o Flamengo ajudou a não serem vazados mesmo sendo perfeitamente identificável a pouca qualidade técnica do elenco boavistense e seu mau posicionamento no campo de jogo. Tentavam, apenas, contra-atacar por uma de nossas laterais. Adivinhem qual??? Qual??? Qual?!?!?!?! Acertou, “mizerávi!!!!” A esquerda!!! Será que a diretoria do Flamengo não acordará nunca??? Estariam em transe? Ah, deixa isso pra lá!

Voltemos ao que realmente interessa: a partida. Após sofrermos (nós, torcedores) nos primeiros quarenta e cinco minutos, extremamente entediantes, onde o time justificou a fama de “arame liso”, após o início da segunda etapa conseguimos finalmente vazar a defesa adversária e ganhar o jogo com certa tranquilidade e aparente autoridade.

Digo “certa” porque o goleiro dos caras “muralhou” no primeiro gol. Após chute de longe de Rodinei, suas mãos de alface deram o ar da graça e, mesmo chegando na bola, ele não conseguiu evitar o primeiro tento rubro-negro. Depois de abrir a porteira, o Flamengo jogou mais solto. A movimentação melhorou (não se iludam!!!) e conseguimos ampliar o placar em dois belíssimos gols de faltas cobradas por Diego e Paquetá. E foi só, literalmente.

De bom, apenas a muito boa atuação de Lucas Paquetá, que deve ser destacada, além da re-estreia de Julio Cesar, justamente homenageado e laureado com a braçadeira de capitão, no gol do Mengão. Nosso goleirão deveria ter sido brindado com um jogo melhor, pois nem foi testado para mensurarmos sua condição de jogo. O Boa Vista quase não ameaçou nossa meta e quando tentou algo mais incisivo, errou a maioria dos arremates.

O preocupante são as péssimas atuações de alguns jogadores na partida, com destaques negativos para as atuações de três deles: Diego (errou tudo, menos a cobrança daquela falta), Henrique Dourado (parecia uma parede, sem domínio, perdido no jogo) e Éverton Ribeiro (onde está o cara que nos encantou no biênio 2013-14?). Vou tirar o “possante” Renê dessa lista hoje pois, apesar de ser considerado “hors concours” em matéria de más atuações (juntamente ao “poderoso” Rômulo), teve atuação discreta, mas segura.

Além do fato de estarmos apresentando futebol paupérrimo (como não utilizar o superlativo?), tenho receio do que possa vir a acontecer conosco no restante da temporada. Estamos sofrendo deveras com a falta de padrão tático, alguns jogadores têm se apresentado infinitamente abaixo do que podem render e taticamente somos fragilíssimos (olha ele de novo!).

Como ter esperanças em um bom rendimento na Libertadores se continuarmos a nos apresentar dessa maneira? Eu, sincera e honestamente falando, não tenho nenhuma, a não ser que algo mude de fato. E quanto ao Brasileirão? Certamente que devemos trabalhar demais para tentar melhorar de forma categórica e conseguirmos dar a nossos torcedores as alegrias que eles merecem, caso contrário, será mais um ano perdido.

Enquanto isso não acontece, vamos colecionando más atuações de forma contumaz. Elas se sucedem aos borbotões e suas intercorrências não cessarão até que nosso departamento de futebol tome tenência e conscientize-se de que algo, real e honestamente, deve mudar de forma definitiva. Essa demanda é imperativa, clara e cristalina como a luz que nos “alumia”!

Precisamos quebrar esse paradigma, e toda quebra de paradigma demanda entendimento e esforço coletivos, sendo ela identificável somente através da mudança de atitude. Devemos sepultar as entrevistas “Forrest Gump” tanto após os jogos quanto nas coletivas por parte do elenco e comissão técnica. Essa mentalidade escusa deve mudar radicalmente!

Enquanto essa postura pródiga em responsabilidade e a veleidade extravagante com que desviamos o foco da realidade, criando um campo virtual em que tudo é lindo e maravilhoso, continuar a reger as práticas corporativas rubro-negras, continuaremos andando em círculos. E essa postura helicoidal tende a levar-nos a um estado de torpor, cujo qual será muito mais difícil de ser identificado e extirpado.

Por um Flamengo atento e menos benevolente! Por um Flamengo com a mente aberta e poder de recuperação! Por um Flamengo ciente de suas limitações, capaz de subjugar suas deficiências em prol da evolução gradativa e constante. Por um Flamengo responsável e ciente de seu papel de protagonista esportivo. Por um Mengão transformador, positivamente, da vida de seus torcedores magnéticos fanáticos e apaixonados. Por um Flamengo mais Flamengo! E pra ontem! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!!
Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken
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