Que futebolzinho, hein?

Salve, Salve Nação Mais Linda do Mundo!

Hoje abordarei um tema intrigante, pelo menos para mim, no tocante ao Clube de Regatas do Flamengo: a paupérrima qualidade futebolística por nós apresentada. Causa-me certa estranheza a demora do clube em conseguir estabelecer posição esportiva significativa na esfera nacional. Isso já incomoda à maioria esmagadora da Nação. E algo deve ser mudado. Urgentemente!

Muitos fatores devem ser levados em consideração para que nossa conquista de posição ocorra ainda nesta década, mas sei que futebol não é ciência exata, não há de sê-la nunca, e isso é o que fascina e faz tão admirada este tipo de modalidade desportiva. Dito isso, devemos analisar o clube com um todo, pormenorizando algumas características essenciais ao bom desennvolvimento esportivo. Ressaltando as coisas boas e ruins, os erros e acertos, poderemos identificar aonde focar para que o salto de qualidade seja dado no âmbito futebolístico o quanto antes. Estamos estagnados há tempos e, a meu ver, neste início de temporada temos apresentando um futebol claudicante, passível de ser melhorado sobremaneira para que logremos algum êxito em torneios futuros.

Mas como identificar esses problemas? Tem muita gente que pensa ser fácil, mas não realidade, é dificílimo. Essa identificação passa por uma análise intrínseca onde deve-se esmiuçar quaisquer pequeníssimas nuances com o intuito de corrigi-las. Isso demanda mudança estrutural, comportamental, mental e filosófica. Sim, queridos leitores, todos esses pontos são essenciais para que consigamos mudar esse jogo. É a tão propalada quebra de paradigmas, tema de qualquer cursinho mequetrefe de administração. Nosso futebol já vem capengando de muito.

Como destacou nosso querido confrade Matheus Brum em sua coluna de hoje – leia aqui – este problema é facilmente identificável desde os últimos três técnicos. Com o último trio de treinadores, o futebol do Flamengo vem deixando muitíssimo a desejar e isso é passível de análise para que saibamos como darmos guinada evolutiva e findarmos exemplarmente esse mal. Somos criativamente estéreis, e isso vem se arrastando independentemente do comandante da equipe. Isso se deve também, fundamentalmente, à nossa diretoria de futebol, que tem participação decisiva na montagem e (muitíssimo mais importante) na avaliação do elenco.

Sei que as análises póstumas são mais precisas e fáceis de serem pontuadas, mas também tenho consciência de que muitas contratações acertadas e tratadas como unânimes são passíveis de revisão imediata para equalização quase instantânea do elenco. Essa avaliação constante é preponderante para o sucesso esportivo de qualquer agremiação.

Certamente essa é uma linha extremamente tênue e deveras subjetiva para que seja mensurada ou tratada como certa e errada, mas nosso departamento de futebol tem pecado quanto a esse “timing” na avaliação do elenco. São muitas insistências desnecessárias e identificações tardias da falta de rendimento de alguns atletas. Destaco, nesse ínterim, a manutenção de atletas pouco qualificados no elenco apenas por conveniência. Isso reflete no futebol apresentado dentro das quatro linhas e o futebol moderno exige que decisões importantes sejam realizadas botando o coração a largo. Essa qualificação do elenco é importantíssima, mas muito mais importante é que esse elenco seja efetivamente equilibrado, tanto em relação aos titulares quanto aos reservas, inclusive passando pela composição do grupo.

Um mandamento Flamengo é insofismável: Não tenhais perebas no elenco! Isso é cristalino como água de nascente por um motivo simplesmente banal: não os tenha, pois quando precisares deles… continuarão a serem perebas. Simples assim! Aguardemos! Na próxima quarta-feira teremos um jogo muito importante e difícil, não pelo adversário, mas pelas circunstâncias e momento que ele acontece. Ademais, time que perde para o Macaé no campeonato estadual não inspira confiança alguma em qualquer campeonato que dispute.

Sim, mesmo considerando que o time que conseguiu a façanha de perder o jogo de sábado passado seja o de reservas, continuo cético quanto a qualquer resultado digno das cores flamengas. Uma coisa é certa: muito deve ser mudado. Mas as mudanças são de filosofia, de procedimentos, de modus operandi.

As finanças? Vão bem, obrigado! O time? Deve render muitíssimo mais do que tem rendido. Para que a Nação Rubro-Negra possa desfrutar de um Flamengo extremamente forte e possa soltar o grito de campeão em um torneio importante, onde a última conquista foi há quase uma década. Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!!!

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken

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