Perdemos uma grande oportunidade! Novamente…

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!!!

Após mais uma estreia na Libertadores, desta vez sem a magnética apoiando (o que nos fez muita falta), pude perceber que o Flamengo anda cometendo os mesmos erros de outrora: má escalação, escolhas erradas em substituições, dificuldade em matar o jogo, e por aí vai. Na segunda-feira eu escrevi – leia aqui – que teríamos que saber jogar a competição, ontem, nas expectativas dos colunistas, cravei um a um. Quase fui apedrejado! Simples: o histórico nos obriga a sermos, no mínimo, cautelosos.

Meu ceticismo na Libertadores não pode ser confundido com falta de torcida. Sendo colunista neste site me empenho em colocar o coração de lado nas análise feitas e, principalmente, nos textos publicados. Devemos ser responsáveis e honestos e esse é uma de minhas diretrizes de vida, mesmo não agradando a maioria em certos momentos. Outra coisa a ser ressaltada é a total liberdade para expressarmos nossas opiniões, muito diversas inclusive, mas que faz com que o site seja 100% honesto e precipuamente confiável, sem pender pra qualquer que seja o lado.

Dito isso, vamos combinar que ontem perdemos uma oportunidade de ouro, pois pegamos um River Plate esfacelado moralmente, vindo de várias derrotas no campeonato argentino. O time é fraco tecnicamente, não está em sua melhor forma e, com o lado psicológico abalado por reveses seguidos, deveríamos ter ganhado o jogo para largarmos bem no início da competição.

E o que foi que fizemos? Adivinhem? Mais uma vez nos equivocamos, pra dizer o mínimo. Começando pela escolha errada da escalação inicial e dos jogadores que compunham o banco de reservas. Os volantes que deveriam estar no banco seriam Rômulo, (mesmo contestado quase unanimemente pela torcida) que vinha atuando constantemente e Ronaldo. Mas Carpegiani preferiu levar o Arão sem ter jogado nenhuma partida na temporada. Todos sabemos qual foi o resultado.

O primeiro tempo da partida foi sofrível. Parecia pelada de solteiro contra casado. Péssimo tecnicamente, muito pegado, muitas faltas, o juiz fazendo lambança atrás de lambança, invertendo faltas, deixando de marcar uma penalidade, parando o jogo a todo o minuto e sem pulso para conduzir a partida. Mas é assim que a coisa rola contra brasileiros. Sempre foi e será difícil mudar. Temos que ganhar, inclusive, do juiz. Simples assim.

Afora isso, Flamengo e River Plate jogaram muito mal, apresentaram um futebol abaixo do mínimo aceitável. Faltaram finalizações, passes certeiros, infiltrações, em suma: faltou bola a ambos. E isso apareceu, mesmo que timidamente, no segundo tempo; pelo menos nos primeiros vinte e cinco minutos da etapa final. E o Flamengo foi, como tem sido nos últimos anos, fraco psicologicamente falando.

Abrimos o placar após cobrança de penalidade do Ceifador e, pasmem! após apenas dois minutos tomamos o empate num gol de cabeça em cobrança de falta, em impedimento, é verdade, mas a marcação errou, pra variar. Tivemos que subir a ladeira novamente, e conseguimos: após metida de bola sensacional de Lucas Paquetá (o melhor do jogo), Éverton dominou, fez o giro e marcou o segundo gol do Mengão.

Foi aí que Carpegiani começou a sua derrocada, tirou Jonas (que pediu pra sair, cansado) e colocou o “potente” Rômulo. Anteriormente, já havia consertado um erro na escalação inicial a trocar Pará por Rodinei. O Flamengo começou, a partir daí, a perder o meio de campo. Sem a saída de bola com mínima qualidade, o time passou a rifar mais ainda a bola em ligações diretas da defesa para o ataque. Parecia um “deja-vu”, o filme estava se repetindo.

Não obstante a isso, Éverton cansou e pediu pra sair. Então nosso técnico foi obrigado a colocar Arão para fazer o primeiro jogo da temporada, numa condição adversa, onde o Flamengo já encontrava-se extenuado na partida. Não preciso dizer no que deu, né? Saiu um jogador que preocupava a defesa do River e entrou um defensor.

Isso é música para os ouvidos de qualquer técnico adversário que sabe fazer corretamente a leitura do jogo: chamamos o Adversário para dançar, eles aceitaram o convite e, no final, dançamos! Em bola espirrada da defesa, Arão demorou um século para ir na bola (estava desligado na partida e totalmente fora de ritmo – normal, né?) e Mayada chutou da intermediária (muito longe) e contou com reação lenta de Diego Alves para dar números finais ao placar. Empate amargo no Engenhão!!!

Podemos citar ainda que muitos jogadores foram mal. Falta espírito de Libertadores no elenco. Muita frieza em campo por parte de alguns atletas (não! Me recuso a crucificar alguém! Quem viu o jogo sabe a quais jogadores me refiro). O Diego, por exemplo, poderia soltar mais a bola. Ele está lento, cadenciando demais as jogadas, segurando a bola em demasia, mas não lhe faltou a raça e o empenho a que me referia nas linhas anteriores.

Como é jogador com massa cinzenta superior à média, deveria pensar melhor, mais rápido e já saber o que fazer com a pelota quando recebê-la. Carpegiani deveria cobrar para que ele evolua nesse quesito, o que seria interessante para a continuidade de sua evolução como atleta. Já Lucas Paquetá, muito mais jovem e inexperiente que o companheiro, faz isso com muito mais eficácia. São passes agudos, excelente domínio, exímia proteção da bola e antevisão da jogada, onde surpreende os adversários com passes desconcertantes como no lance do segundo gol do Mais Querido.

Mas podemos e devemos tirar lições após o jogo de ontem, lições que já deveriam ter sido aprendidas por esse elenco, afinal de contas fomos muito mal psicologicamente na Libertadores do ano passado. Foram os mesmo erros cometidos, principalmente pelo treinador. Acho que Carpa deveria ter, no mínimo, escalado melhor, parecia que o Flamengo ainda estava sendo treinado por um tal José… Foram erros capitais.

Rodinei deveria ter sido escalado de início, já que Pará vem mal a algum tempo e tem sido ruim na marcação. No banco de reservas eu iria de Ronaldo (primeiríssima opção!!!) e Rômulo. Explico: mesmo que Rômulo venha mostrando que não tem condições psicológicas e técnicas de envergar o manto, Arão ainda não tinha feito nenhum jogo oficial na temporada e estaria fora de forma, como mostrou-se no decorrer da partida. Entraria ainda com Vinícius Jr no lugar de Éverton Ribeiro, deixando-o no banco para alguma eventualidade.

Além disso, devemos citar as escolhas erradas nas substituições, cruciais para que levássemos o gol de empate. Ontem era um jogo pra sufocar o adversário e fazer com que ele se preocupasse conosco e não o contrário. Jogamos em casa e, mesmo sem a presença da Magnética (que nos fez uma tremenda falta), deveríamos ter aproveitado a oportunidade e sairmos com os três pontos. Não deu! Uma pena! Vamos pra cima do Emelec fora de casa!

Vida difícil essa do Flamengo, não é mesmo? Mas quem achou que seria fácil? Nunca foi e não será agora. Não podemos ficar nos lamentando, é juntar os cacos e saber impor-mo-nos em qualquer lugar, a qualquer hora e contra qualquer adversário! Isso aqui é Flamengo! Gigante, enorme, incomensuravelmente monstruoso! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo Simplesmente é!

Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken

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