Para votar operação polêmica, Conselho Fiscal do Fla exige avaliar contrato com financeira

O presidente Eduardo Bandeira de Mello deseja antecipar a receita da venda de Felipe Vizeu para a Udinese, da Itália, com o intuito de pagar a dívida por Marcelo Cirino. Contudo, de acordo com a informação publicada pelo jornal O Globo, o conselho fiscal do Flamengo solicitou que a diretoria rubro-negra apresente o contrato com a empresa Capital 23, que está pendente para avaliação da operação que visa antecipar a receita da venda do atacante.

O contrato da parceira financeira ainda não está pronto, devido a isso, a reunião para aprovar ou não a operação segue tendo que aguardar. Embora exista certa pressão para que marcasse para a próxima segunda-feira (19), o presidente Bernardo Amaral descarta o encontro enquanto não tiver a documentação disponível.

Ainda segundo O Globo, após ter analisado a operação, o Conselho Fiscal do clube não deve se opor ao trâmite, contudo, a aprovação depende do parecer positivo do Conselho de Administração. Dito isso, a oposição de Eduardo Bandeira alega que a verba adiantada pode vir a prejudicar o próximo presidente do clube, pois a Udinese pagaria ao Flamengo parcelas nos anos de 2019 e 2020, sendo que o atual presidente não pode se candidatar novamente. Bandeira vê excepcionalidade no caso e afirma que a operação é vantajosa para o Mais Querido.

O setor financeiro não deu previsão para finalizar o contrato da financeira de Londres. A dívida com a Doyen, parceira do Fla na transação de Cirino, é de R$ 18 milhões. O Mengão receberá cerca de R$ 12 milhões por Vizeu. Os dirigentes que defendem a operação alegam que se pagar de forma antecipada, haverá economia aos cofres rubro-negros. Apesar disso, os diretores envolvidos no negócio garantem que terá recursos para honrar o pagamento à empresa inglesa.

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