Flamengo: um avião sem asas!

Estacionado em um hangar, imponente, gigante, um avião se prepara para decolar, mas… não tem asas! Te lembrou algo? Um time gigante, com investimentos milionários, estrutura de ponta, toda uma expectativa… mas não tem laterais!

O Flamengo 2018 repete erros grosseiros de 2017, o principal deles: a demora em resolver problemas crônicos, que todos sabem qual é, mas preferem esperar o pior acontecer para tomar atitudes. Continuamos sendo lentos na resolução dos problemas que nos atingem cada vez mais fortes.

O Flamengo hoje não tem laterais à altura das suas ambições, o que torna o time previsível, desequilibrado e dependente de lances individuais para chegar ao gol adversário.

Nosso meio campo, que tem qualidade e todos sabemos, hoje tem que recuar ao máximo para ajudar os laterais que não defendem com eficiência e apoiam menos ainda. Quando temos a bola nossa transição é lenta, seja pelo recuo excessivo dos meias, seja pela parte física que pesa nesse vai e vem contínuo.

As asas do avião não são o que ditam seu ritmo, mas são o ponto de equilíbrio, de sustentação,  são as asas que indicam o caminho, são as que ajudam a pousar e a decolar…

O esquema e principalmente a característica do Flamengo faz com que os laterais sejam acionados constantemente, já que a marcação adversária é sobre os meias, os laterais tem liberdade para chegar a frente, porém não o fazem com eficiência.

O que fazer? O caminho mais comum seria contratar. Simples assim, já que nossas finanças estão estabilizadas e temos que investir no futebol para começar a ver o retorno técnico além do financeiro, mas eu fugiria do caminho comum. Eu colocaria asas, porém mais avançadas. Hoje temos uma zaga lenta, com média de idade alta e um volante que tem que se desdobrar para cobrir os dois laterais que são ineficientes no ataque e deixam avenidas na defesa.

Por que não usar o 3-5-2 ou um 3-6-1? Colocando mais um zagueiro junto com Juan e Rever, um zagueiro mais veloz e que os ajude na ocupação dos espaços, com um volante mais fixo, e tendo alas, que apoiem com mais qualidade e que nos deem mais segurança defensiva?

Pela ala esquerda teríamos a opção de Trauco, que é quase um meia, joga com qualidade no meio campo da seleção peruana, passa muito bem mais tem dificuldades na recomposição defensiva,  jogaria ali facilmente com grande qualidade, além de Everton, que faz esse corredor com tranquilidade, é sempre uma alternativa pedida pelos torcedores na lateral, e nessa posição estaria mais à vontade.

Pela direita, temos jogadores velozes e técnicos como Marlos Moreno, Geuvânio, Berrio e até Vinicius Jr. que tem velocidade, drible e qualidade para chegar a linha de fundo e fazer a melhor jogada, ao invés dos já manjados chuveirinhos, que irritam a torcida rubro-negra.

Teríamos os meias mais centralizados, com visão de jogo mais vertical, menos obrigações defensivas e mais gás para apoiar o ataque e entrar dentro da área. Precisamos de tabelas, infiltrações e passes verticais.

Não se trata apenas de mudar de formação por causa dos laterais, mas para privilegiar as características do elenco, reforçar uma zaga que é sabidamente lenta, abrir espaços para utilizar melhor o elenco e explorar as qualidades de cada um.

Requer coragem. Requer treino. Requer trabalho. Mas é possível. O que não podemos é continuar insistindo em uma situação que todos nós sabemos o final. E ele não é feliz.

Coloca asas aí Carpegiani. Deixa o avião decolar!😉

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

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