Que os Deuses protejam o Jonas

Fala companheiros e companheiras da Coluna do Flamengo? Tudo beleza? Para alguns, a derrota para o Fluminense pode estar fazendo a cabeça doer. Mas, digo o seguinte, o jeito é esquecer, porque no Euricão está tudo dominado mesmo.

Estamos a poucos dias do jogo que realmente interessa, que é contra o River Plate, pela Libertadores da América. Não precisamos nem lembrar dos nossos fracassos recentes na principal competição continental. No que toca a esta temporada, temos um time que seguiu a base do ano passado, com poucas e pontuais contratações. A grande mudança é a forma de jogo de Carpegiani, que abandona o 4-3-3 / 4-2-3-1 de Zé Ricardo e Reinaldo Rueda, respectivamente, e adota o 4-1-4-1.

No novo esquema, saímos da tônica de atuar com dois volantes, passando a ter apenas um jogador na contenção defensiva, com pouca chegada ao campo de ataque. O escolhido foi Cuéllar. No entanto, o colombiano vai ser desfalque nas duas primeiras partidas da Libertadores, devido à suspensão que recebeu após a final da Copa Sul-Americana. Com isso, o escolhido para assumir a titularidade é Jonas.

O “Schweinsteiger do Nordeste” volta a ser aproveitado depois de dois anos longe da Gávea, onde atuou pela Ponte Preta, Dínamo Zagreb-CRO e Coritiba. Em 2015, disputou 32 partidas e marcou um gol. No entanto, não deixou saudades. Contratado com o status de ser um volante “moderno”, com boa capacidade ofensiva e defensiva, Jonas deixou a desejar. Ficou mais marcado pela violência do que com a bola nos pés. Em apenas um ano, foram 14 cartões amarelos e dois vermelhos. Média de quase um cartão a cada dois jogos.

No ano passado, foi emprestado para o Coritiba, onde atuou na equipe que foi rebaixada para a Série B. O desempenho foi bom. Foram 31 partidas, sendo 27 como titular. Segue, abaixo, as estatísticas do volante no Brasileirão, de acordo com o footstats, em comparação com Cuéllar e Rômulo (postulante à vaga):

  Jonas Cuéllar Rômulo
Jogos 31 (27 como titular) 25 (22 como titular) 8 (3 como titular)
Desarmes 94 85 5
Faltas Cometidas / Recebidas 66 / 24 24 / 18 10 / 2
Assistência para gols 0 0 0
Assistência para finalizações 15 13 0
Cartões 8 (amarelos) 4 (cartões) 1 amarelo
Passes 720 (88,9% de acerto) 1.184 (96,3% de acerto) 119 (92,4% de acerto)
Passes Errados 80 44 9
Finalizações 25 (4 certas) 11 (3 certas) 3 (todas certas)
Gols 2 0 0

 

Agora, seguem os números desse início de temporada, nas partidas do Euricão.

 

  Jonas Cuéllar Rômulo
Jogos 6 (3 como titular) 6 (4 como titular) 4 (3 como titular)
Minutos jogados 277 384 165
Desarmes 14 15 7
Faltas Cometidas / Recebidas 6 / 6 9 / 5 4 / 0
Assistência para gols 1 0 0
Assistência para finalizações 2 1 1
Cartões 1 amarelo 2 amarelos 1 amarelo
Passes 123 (91,1% de acerto) 266 (95,9 % de acerto) 79 (96,2% de acerto)
Passes Errados 11 11 3
Finalizações 5 (1 certa) 1 (nenhuma certa) 0
Gols 0 0 0

 

Pelos números, percebemos que não há tanta diferença entre Jonas e Cuéllar. Rômulo, depois da partida desastrosa contra o Fluminense, já está descartado. Condição nenhuma de ser titular.

Em termos de posicionamento, Jonas defende mais, tanto que toca menos na bola que o colombiano. Isso fica claro pelo mapa de calor.

Movimentação de Jonas contra o Madureira, pelo Campeonato Carioca (Reprodução: Footstats)

Já o camisa 8, costuma conduzir mais a bola. O jogo contra o Fluminense não é o ideal para fazer a amostragem, porque o esquema tático usado foi diferente. No entanto, dá pra ver que Cuéllar gosta de ter mais o controle do jogo, podendo ser usado como uma válvula de escape em algum momento.

Mapa de calor de Cuéllar, na derrota para o Fluminense. (Reprodução: Footstats)

De qualquer forma, a estreia da Liberta é a chance de ouro de Jonas. Se conseguir ir bem, dar consistência defensiva, fazer a recomposição dos nossos laterais e não comprometer, vai ser uma peça importante para o resto do ano. Agora… se voltar a ser o Jonas que vimos em 2015, atabalhoado, nervoso e que descamba pra porradaria, o Departamento de Futebol vai ter que pensar na contratação de um outro cabeça de área. Até porque, Rômulo não dá. Ronaldo não tem as características necessárias para poder atuar na função, e nenhum jogador da base deve ser testado.

Que a força esteja com o Mengão!!

Matheus Brum
Jornalista
Twitter: @MatheusTBrum

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