Home Colunas Anderson Alves O que a Divina Comédia tem a ensinar aos rubro-negros

O que a Divina Comédia tem a ensinar aos rubro-negros

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Como já havia dito antes: “Rueda tem o direito de não ter que vir a público confirmar ou negar nada”! É reflexo de uma sociedade doente que, “no meio do caminho da nossa vida”, ainda tenhamos que afirmar ou negar coisas com as quais firmamos a nossa palavra.
 
Olá, coleguinhas de coluna do Flamengo. Me parece profundamente peculiar iniciar o ano de 2018 citando Dante Alighieri em A Divina Comédia. Por quê? Porque funciona como uma metáfora que ataca dois lados.
 
A primeira vertente leva em conta o “meio”. Somos de um país em que regras de campeonatos são mudadas durante estes. Jogadores apalavrados se desapalavram com o passar de alguns minutos. Técnicos de futebol são importantes numa semana e na outra são demitidos. Nos acostumamos com isso.
 
Para os estrangeiros, determinados costumes nossos beiram o absurdo. Ter que reafirmar a palavra é um  deles. Mas, nem sempre foi assim. Antigamente a palavra dada era garantia, não existiam contratos. Os mais velhos se lembram.
 
Não há nada de errado no silêncio de Reinaldo Rueda, haverá se as fofocas se confirmarem. Cá entre nós, foi especulado em três seleções. Boas peças no mercado estão em falta. É natural que o mercado queira uma boa peça, mesmo que já esteja empregada. É assim com os jogadores. O que seria antinatural é que ele aceitasse sem comunicar o clube anteriormente.
 
A segunda vertente leva direto para o livro em si, que tem uma série de simbologias que poderiam ser facilmente utilizadas aqui. Vamos ficar com a mais simples.
 
Dante encontra uma porta e será guiado pelos sete círculos do inferno, passará pelo purgatório até chegar ao paraíso. O colombiano encontrou a porta, adentrou e, em 4 meses, só viveu o inferno sendo vice-campeão em duas competições importantes.
 
Agora talvez seja a hora de colher os frutos de uma boa pré-temporada com jogadores indicados e dispensas realizadas, que ainda não chegaram, mas chegarão.
 
Uma coisa é muito forte nesta obra. O guia de Dante era Virgílio, poeta Latino de imensa grandiosidade. Ao fim de sua passagem pelos círculos do inferno, o então guia teve de ficar para trás. Não podia entrar no purgatório com ele.
 
Esta metáfora é perfeita para o Flamengo de 2018. Há muitas coisas para desapegar no clube para galgarmos ao próximo nível. Do que, ou de quem você desapegaria nesta caminhada rumo ao paraíso?
Alea Iacta Est!
Anderson Alves, O otimista.

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