É preciso encontrar lucidez ao analisar a Copinha 2018!

Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo, todo mundo animado com o título da Copinha? Vamos dar uma boa olhada no nosso time e na competição como um todo?

Para começar, como de costume, uma crítica à competição. Não é viável pensar uma competição deste tamanho, com esse número de jogos que seja disputada em menos de um mês. São garotos sim, mas é desumano o ritmo alucinante de partidas uma após a outra. Há times que viajam três dias apenas para jogar três partidas em cinco dias. Ridículo.

Para falar desta edição em especial da Copa São Paulo, gostaria primeiramente de parabenizar a direção de futebol de base. O trabalho é bem provável que seja o melhor praticado na gestão Bandeira de Melo e alguns profissionais datam ainda da presidente anterior, Patrícia Amorim. Temos que ter a humildade de entender que mesmo pessoas que desaprovamos o trabalho, podem ter feito algo bom. O mesmo tem que valer para Bandeira.

Vamos começar a falar do time do Flamengo. Bora começar pelo que tem de bom? Individualmente o Flamengo possui ótimos jogadores. Os dois goleiros são bons, os laterais são da seleção de base, os zagueiros são rápidos, jogam com inteligência e não ficam inflamáveis com a bola no pé, os pontas são bem interessantes, os reservas supriram as ausências muitas vezes até melhor do que os titulares e temos que manter um olho aberto em Vitor Gabriel. Me surpreende que um time tão mudado, que perdeu jogadores em relação ao ano passado e perdeu jogadores para o Carioca, tenha conseguido alcançar esse ótimo resultado. Muito bom mesmo!

No aspecto coletivo o time peca muito, não parecia haver uma proposta clara do futebol praticado. Parece que a nossa tônica foi encontrar um gol cedo e depois fecharmos a casinha esperando que pudéssemos marcar num contragolpe fatal. Deu certo! Mas a base não é lugar para encaixar estratégias pragmáticas que dão certo. Muricy Ramalho fez isso por onde passou e encontrou resultados. O que queremos encontrar na base são jogadores de boa técnica que já assimilaram uma parte tática mais completa. Apesar de 1×0 ser vitória, queremos cada vez mais um time que não se acanhe e busque sempre fazer mais gols.

Não quer dizer que temos que desprezar o título. Mas na Copinha do ano passado não avançamos tanto e ainda assim revelamos para o profissional Jean Lucas, Vinícius Jr, Lincoln, Klebinho, Dener e Gabriel. O objetivo tem que ser este. É possível pensar em algum jogador do time da Copinha que seja uma unanimidade para o time principal? Consigo ver promessas que precisam aprender algo sobre sua própria posição, talvez jogar alguma partida para entender como funciona. Mas cavar vaga, não.

Uma última coisa sobre o time do Flamengo, foi a quantidade de ligações diretas e chutões para frente. A partida final foi constrangedora. Na base dá para errar. É o momento de treinar os meninos para sair da marcação, ensinando a fazer triangulações, toques rápidos e de primeira, buscar pelo melhor passe, espaço. Fundamentos que se pode aprender até naquela brincadeira de “bobinho”. Mas é preciso treinar. Se não, vamos criar cada vez mais jogadores da velocidade e chutão. Não é uma crítica exclusivamente ao time sub-20, ninguém quer desmerecer nada, só gostaria de um trabalho que preparasse os jogadores que já temos e que possuem boa técnica com uma parte tática e de entendimento do jogo bem apuradas.

Mas nem só o Flamengo jogou na Copa São Paulo. Há jogadores de outros times que valem a pena estar atentos e, me parece que é o que o clube tem feito de melhor. Mapear jogadores e contratar na base. Chamo a atenção ao Cesinha da portuguesa, Carlos Miguel e Richard do Inter e Liziero do São Paulo. Houve outros jogadores que me pareceram promissores, mas aguardo para ver mais.

Anderson Alves, O otimista.
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