Craque, o Flamengo faz em casa!

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Que surpresa agradável, galera! Mesmo não acreditando numa vitória (cravei um empate) no jogo de estréia de ontem, a meninada contrariou as minhas expectativas e mostrou que está disposta a ocupar seu lugar no time principal. Os moleques, alguns, pelo menos, estão pedindo passagem. Ontem, diante do Volta Redonda, os “Garotos do Ninho” deram um show de bola e conquistaram os primeiros três pontos do Mengão na competição.

Mas não nos empolguemos tanto. Muita coisa há de ser melhorada! Nos aspectos técnico, físico e tático. Essa rodagem é fundamental para o desenvolvimento dos jovens atletas e devemos ter paciência. Sim, essa é a palavra-chave e uma virtude esquecida pela nossa torcida que acha que os jogadores nasceram prontos e não lhe dão tempo de amadurecimento, fazendo pressão ao primeiro equívoco cometido pelo atleta.

Muitos já foram “queimados” (detesto essa palavra) dessa forma e, se a “magnética” não aprender com os erros do passado, continuaremos a solapar jovens promessas com a mesma rapidez em que eles são lançados. Por isso serei peremptório: calma, Nação! Paciência com nossa base!

Uma coisa é certa: em muitos momentos do jogo de ontem parecia que jogávamos com nossa equipe principal e não aquela que nos acostumamos a ver nos últimos anos: sem brilho, sem vontade, morosa, com transição deficitária, burocrática, obtusa no ataque, o famoso “arame liso”. Não galera! Aleluia! Os moleques mostraram para o “time principal” o que realmente é Flamengo!

Raça, disposição, luta, entrega, marcação alta, toque de bola envolvente, muita correria, vigor físico e, fundamentalmente, protagonismo. Sim, ontem mandamos no jogo! Essa atitude e essa vontade de ganhar sempre é o que esperamos quando qualquer equipe do Flamengo entra em campo, seja qual for a categoria!

Dito isso, acho que o Flamengo “blue” ainda tem salvação, isso se a garotada conseguir contagiar o time principal. Se assim ocorrer, o Flamengo tem tudo para voltar a pleitear seu protagonismo a nível nacional. Noite passada jogamos, verdadeiramente, como o temido Clube de Regatas do Flamengo, mesmo que o adversário não fosse tão temido assim.

Ontem pudemos presenciar uma das coisas que faltam ao time atual: chutes de fora da área. Isso nos tem incomodado há bastante tempo. Diria que é um dos “calcanhares de aquiles” da equipe principal. Nossos atletas não costumam arriscar, não chutam de média distância, e isso faz com que percamos muitas oportunidades de surpreendermos os adversários. Então aprendam como se faz! A turminha pode dar algumas aulas particulares, tanto em quantidade como em qualidade nos chutes.

A equipe de ontem, com média de idade pouco superior a 19 anos, foi comandada por Carpegiani que antes do jogo afirmou, categoricamente, em entrevista à beira do gramado, que a molecada estava voando. Falou ainda que esperava um excelente jogo por parte dos meninos, pois estava muito satisfeito com o rendimento da garotada nos treinos realizados no Ninho do Urubu. Não deu outra, a previsão do “Carpa” foi confirmada com louvor!

A garotada “meteu uma correria” no Volta Redonda, deixando a equipe da cidade do aço atordoada durante toda a partida. Só não abrimos o placar mais cedo devido à pressa, má escolha de algumas jogadas, por pecarmos no último passe e, principalmente, pelo egoísmo de alguns atletas em servir o companheiro melhor colocado, o que é perfeitamente normal, afinal os atletas estão em fase de amadurecimento e, precipuamente, passam pela transição entre categorias. Além disso, só não levamos gols devido à qualidade do jovem goleiro Gabriel Batista e péssimo poder de finalização dos jogadores adversários.

Tenho a certeza de que Paulo Cesar Carpegiani também observou todos os pontos negativos da equipe e muito mais coisas que só se percebem na convivência e no trato diário com os atletas. Os primeiros passos estão sendo dados, mesmo que a fórceps, devido a um calendário inchado por estarmos em ano de copa do mundo. O Flamengo segue firme com a sua base cada vez mais forte e propensa a ceder jogadores de real potencial ao time principal.

Como venho pregando em colunas pregressas, jogadores para compor elenco não têm a mínima necessidade de serem contratados. Com essa finalidade podemos usar, com sabedoria, a base. As vantagens são enormes: disposição física, entrega, raça, salários muito abaixo do mercado e, principal e fundamentalmente: identificação e respeito com a camisa.

Os moleques da base envergam o Manto Sagrado como ele deve ser vestido, com a vantagem de o fazerem desde sempre. A pressão por resultados faz parte do DNA da turminha, diferentemente do que temos observado quando contratamos jogadores medianos (salvo em raras exceções) que “tremem na base” diante do peso do Manto e da dificuldade de adaptação no clube “Mais Querido do Brasil”.

Então é isso! Nossas promessas estão sendo muito bem trabalhadas e acredito piamente que o estadual serve exatamente para esse fim: como laboratório. O Flamengo deveria (sempre) encarar essa competição para testarmos variações táticas de jogo e colocarmos a molecada para jogar “à vera”, aproveitando ainda para acertar o time para competições realmente importantes.

Espero que esse seja o início do real aproveitamento das jovens promessas rubro-negras para que possamos voltar a protagonizar no quesito revelação de atletas. Essa é a minha esperança, e tenho a certeza absoluta que também é a esperança da maioria esmagadora na Nação. Aguardemos. E oremos. Que Zico nos abençoe! Vai pra cima deles Mengo!!!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações rubro-negras a todos!

Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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