Um jogo para salvar o ano Rubro-negro

Era para ser um ano diferente, com toda a expectativa gerada em cima do time do Flamengo, deveríamos estar nos preparando para o jogo de amanhã pelo Mundial de Clubes. Não rolou…

A realidade é que fica até difícil avaliar o ano do Flamengo até aqui. Quarta-feira, mais que um título, a conquista pode representar um divisor de águas entre um ano extremamente frustrante com apenas um carioca ou um ano bom com um título internacional após 18 anos.

Não vou falar sobre a retrospectiva do ano, que isso é pauta para outras colunas, mas é fato que esse título daria uma nova perspectiva ao torcedor sobre o “ano mágico” prometido.

E calhou de estarmos aqui, às vésperas de uma final, com um resultado adverso no primeiro jogo nos preparando para o jogo do ano, em um Maracanã lotado, e com a principal e mais irritante característica do rubro-negro: a confiança.

Confiança essa que aflorou após o resultado em Avellaneda, afinal se fosse fácil não seria Flamengo, não é? Se saíssemos de lá com a vitória, te garanto que teriam muitos mais rubro-negros com pé atrás e com medo de uma nova “Flamengada”.

Não é o que tenho visto. Parecemos em contagem regressiva até o grito de: Campeão, e não por soberba, mas por confiança, por rubro-negrismo.

Quarta-feira o Flamengo terá a oportunidade de escrever um novo e importante capítulo em seu processo de restruturação, e como em um filme , terá a oportunidade de ter o grand finale em seu palco preferido, o Maracanã, lotado, lindo, imponente e principalmente: Vermelho e Preto.

Após uma árdua temporada, com desgastantes e incríveis 83 jogos, coube ao último ser o mais importante do ano, o jogo que pode dar um alento e corroborar todo o projeto realizado até aqui, ou criar um clima de ano perdido e aumento de desconfiança no torcedor rubro-negro.

Além disso esse jogo trás um ar diferente, um desafogo, um desabafo. Talvez nunca ao longo desses 122 anos, o Flamengo tenha tido tantas adversidades tentando impedir seu sucesso, lesões incríveis em momentos chave, doenças graves, doping, problemas políticos, parece que o universo conspirou contra aquele que deveria ser um ano de títulos.

Mas uma vez disse o pensador: Aquilo que não te mata, te fortalece. E a frase pode se aplicar à esse time que lutou muito, e mesmo com todas as dificuldades criadas, muitas das vezes de dentro do próprio clube, terá a oportunidade de mostrar que o gigante permanece de pé.

Quarta-feira, contra o Independiente, a Final da Sul-Americana pode ser o primeiro passo para retomar algo que perdemos ao longo desses anos: Representatividade no continente Sulamericano.

Ah, e claro: A autoestima rubro-negra que anda bem em baixa…

Me perguntaram se haveria uma carta aberta para esse jogo, e aqui vai ela: Vençam! Joguem como se não tivesse amanhã! Se preciso for deem suas vidas em campo. Mas saiam desse jogo campeões.

Por Vocês. Por Nós.

O Flamengo precisa desse título. A torcida merece esse título. Vocês nos devem esse título.

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

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