Prata da casa, Ouro da base

“Craque o Flamengo faz em casa”. “A base vem forte”. Estamos muito acostumados a ouvir essas frases, mas há muito não tínhamos elas tão em evidência como nesse fim de temporada.

Ontem contra o Vitória, César, Léo Duarte, Paquetá e Vizeu iniciaram o jogo. Depois entraram Vinicius Jr. e Lincoln. E a torcida se enche de orgulho, não apenas pelo número de jogadores advindos da base, mas principalmente pela importância deles nos resultados obtidos pelo Mais Querido.

César fechou o gol nesses últimos dois jogos, e foi peça importantíssima para a classificação para a Libertadores e para a final da Sulamericana. Paquetá tem sido o melhor meia do Rubro-Negro, mostrando grande habilidade e maturidade. Vizeu, recuperou o futebol que o credenciou a ser reserva imediato de Guerrero e balançou a rede 5 vezes nas últimas 5 partidas, incluindo os 3 contra o Junior Barranquilla. E Vinicius Jr. que dispensa comentários, pede passagem, mais uma vez desequilibra e cada vez mais vira grande candidato a uma vaga no time titular.

Junte a esses nomes, Ronaldo que foi muito bem em seu empréstimo ao Atlético Goianiense, e retorna agora em Janeiro, o garoto Jean Lucas que depois de brilhar na base, foi incorporado ao profissional, e já tem sondagens de clubes europeus, Léo Duarte que sempre foi muito bem quando entrou e Lincoln, que muito em breve será o dono da camisa 9 do Flamengo.

O Clube da Gávea, que investiu cerca de R$ 14 milhões de reais na base em 2017, tem planos mais ambiciosos para os próximos anos, e pretende fazer da base o seu celeiro de craques e maior potencial de receitas do clube. Apenas com a venda de Vinicius Jr., que ultrapassou os R$ 150 milhões, o investimento para os próximos 10 anos já estão pagos.

O clube que tem parceria firmada com a empresa belga Double Pass, para reestruturar todo o departamento de futebol e metodologia das divisões de base, implementando a Cultura Flamengo e preparando as divisões de base para ceder atletas para o time profissional, caminha para ter mais jóias se destacando no time profissional e sendo alvo dos milionários clubes europeus.

Com essa parceria, o objetivo é claro: buscar a hegemonia no futebol nacional, com mais receitas, mais títulos e mais craques. E diferentemente de outros clubes, o caminho buscado é o de fazer da base o grande impulsionador desse ambicioso projeto.

O Mengão caminha, como já dito várias vezes, para ter os seus craques feitos em casa, mas, para isso, precisa principalmente aprender a valorizá-los. Hoje, por exemplo, em meio aos medalhões, são os garotos que têm chamado a responsabilidade e decidido os jogos.

Não adianta revelar, treinar, blindar e não colocar para jogar. Jogadores que crescem no Fla se acostumam à pressão desde os jogos no mirim, eles, mais que ninguém, aprendem a amar e a dar o sangue por essa camisa, logo precisam de muito menos tempo de adaptação que vários outros.

O ano está acabando, estaremos na Libertadores ano que vem, e hoje já começou o planejamento para 2018. Temos sim que contratar nomes incontestáveis para algumas posições, mas, não precisamos de ninguém para compor elenco. A base vem forte, e precisa mais do que nunca ser utilizada. Já mostrou que dá resultado quando acionada.

E Rueda já mostrou que gosta de utilizar.

Vamos buscar os títulos. E se possível, com a garotada servindo de combustível.

Vamos Flamengo!

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

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