Planejar, planejar e planejar…

Salve, salve, Nação Mais Linda do Mundo!

O ano acabou, literalmente! A partir de agora temos que fazer uma análise do que foi bom: para nos aprimorarmos ainda mais, e do que foi ruim: para que aprendamos, de fato, e não repitamos os erros cometidos nesta temporada.

São vários setores a serem analisados: finanças, marketing, todas a vice-presidências do clube e o departamento de futebol, que vêm errando, basicamente, no processo e, mais intrinsecamente, na escolha das cabeças pensantes responsáveis diretamente pelo setor.

Digo isso única e exclusivamente numa análise externa da coisa, haja vista não possuir nenhuma informação privilegiada de dentro do clube. Por este motivo, devo basear minhas expectativas, frustrações e tecer comentários baseados nas notícias da imprensa esportiva de que todos temos conhecimento.

Dito isso, vejo que o Mengão vai de vento em popa no quesito finanças. As contas continuam equacionadas e as dívidas sendo pagas rigorosamente em dia. Nesse âmbito, o financeiro, não tenho nenhuma preocupação quanto ao futuro do clube, pois o pensamento interno mudou e agora nosso estatuto nos protege contra dirigentes mal-intencionados.

Quebraram-se alguns paradigmas na mentalidade interna, e identificamos isso através da mudança de postura dos nosso dirigentes. Não vemos mais bravatas, declarações pouco confiáveis e, muito menos, entrevistas furtivas. O tom na Gávea é de austeridade e pés no chão. O amadorismo foi exemplarmente sepultado.

Também não enxergamos mais acordos ou negociações danosas na calada da noite, tudo é feito com a maior transparência possível. Claro que devemos sempre estarmos atentos para que não haja deslize praticado por parte de algum membro do corpo diretor ou qualquer funcionário ligado ao clube, para que possamos continuar voando em velocidade de cruzeiro e cada vez mais em céu de brigadeiro.

Quanto ao marketing, pude reparar alguns acertos e erros. Quanto aos acertos, nas redes sociais, mensurados pelo nosso vertiginoso crescimento, são dignos de serem ovacionados de pé! Já o Nação Rubro-Negra é um programa que necessita de ajustes. Não sei como isso pode acontecer a contento, não sou da área, mas tenho a certeza de que o programa poderia ser mais atrativo, principalmente para quem mora longe da capital do estado, e aponto algumas demandas deste público que poderiam ser atendidas.

Um sistema de pontuação é essencial para a fidelização da turma e para incentivar a meritocracia, mas não observamos isso acontecer. Deve ser implantado o mais breve possível. Outro ponto é a atratividade para o sócio-torcedor off-rio. Ele deve ter a prerrogativa da prioridade de compra do ingresso quando puder estar na cidade maravilhosa para acompanhar o Mengão “in loco”. Isso é fácil de ser oportunizado.

Poderiam ainda serem criadas outras faixas de valores para os torcedores de fora do estado, onde mais pessoas pudessem contribuir financeiramente, não apenas para ajudar o clube em seu crescimento, mas que pudessem usufruir de algum modo da sede da Gávea em ocasiões pré-determinadas. Tem muita gente de classes mais proletárias que não têm condições de arcar mensalmente com os valores praticados atualmente pelo Nação, mas que contribuiriam se o clube disponibilizasse uma mensalidade mais atrativa.

Quanto ao futebol… bem, o futebol. Vou começar dizendo que nossa prioridade seria pensá-lo com mais carinho. Não vejo terra arrasada, muito pelo contrário. Estamos pavimentando nosso futuro através de um estrutura cada vez melhor, reunindo condições de sermos protagonistas num futuro bem próximo, mas vejo falhas na gestão esportiva do Flamengo.

São decisões que demoram para acontecer. Darei um exemplo: a troca do treinador. Zé Ricardo já deveria ter sido substituído após a desclassificação na Copa Libertadores, o que não ocorreu. Por esse erro, atrasamos em alguns meses nossa retomada do bom futebol, o que ainda não ocorreu.

O mais importante a fazer é mudarmos a mentalidade. As decisões devem ser tomadas a seu tempo e no seu tempo, sem que nos precipitemos e muito menos as posterguemos. Mas vemos um Departamento de Futebol que demora-se a decidir sobre demandas pontuais. Isso prejudica sobremaneira nosso rendimento esportivo e nos alija de realmente disputarmos algumas competições mais equilibradas.

Esse “timing” é fundamental para que as decisões sejam cirurgicamente tomadas e os erros identificados e corrigidos no menor tempo possível. A linha para que a tomada de decisão nos beneficie ou corrijamos um erro cometido é muito tênue e só é observada por mentes treinadas de profissionais adaptados a esse meio. Por isso, devemos mudar muito nesse setor.

Para que possamos lograr êxito na temporada de 2018, muito além de trocarmos algumas peças do elenco, dispensando, emprestando alguns atletas e contratando mais alguns jogadores, pontualmente, necessitamos mudar a espinha dorsal do departamento. Precisamos de maior qualidade de mais pró-atividade. Isso é facilmente identificável.

Quanto às posições carentes deste elenco, falaremos numa coluna futura. Mas uma reformulação no futebol é urgente. E não pleiteio, com isso, uma caça às bruxas. São poucas mudanças a realizar, porém extremamente necessárias – o tão badalado ajuste fino. E isso deve ser feito antes do final do ano, para que não comprometamos nossa pre-temporada devido à morosidade que nos norteia há algum tempo.

Mudanças já! É peremptório separarmos o joio do trigo neste departamento de futebol passivo, condolente e íntimo das derrotas. Um departamento que não se mostra indignado quando acontecem os reveses e que se compraz com a classificação à fase de grupos da Libertadores, que comemora como se fosse título. Não é! Nunca foi! Nunca será! Reformulação. Essa é a palavra! Doa a quem doer! Nada do Flamengo, TUDO pelo Flamengo! Vai pra cima deles, Mengo!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken
Twitter: @fabio_monken

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  • Carlos Ueslei Rodrigues de Oli

    ótimo texto Fábio!! Concordo plenamente!! SRN

  • Texugo

    Se o frouxo do presidente colocar alguém que cobre dos jogadores como profissionais bem remunerados em vez de ficar tratando como filhos que sofrem bullying já será um grande avanço.

  • Gabriel Flanático

    Para 2018 precisaremos de:
    -1 Goleiro reserva;César pra mim não é confiável pra reserva do Diego mas pode ser útil
    -Um zagueiro jovem e com potencial ,pra reserva
    -2 laterais;Zeca e Rafinha servem
    -Um volante;Ramires seria perfeito
    -Um centro-avante;se não for o Guerrero qualquer um serve
    -Um técnico que não seja maluco que nem esse Ruinheda
    -Um preparador de goleiro
    -e tbm um presidente que não sejá pé-frio e burro

  • Gleu Costa

    Nessa foto que ilustra o texto, deveriam ficar uns três a quatro somente o resto é tudo rua.

    • Gabriel Flanático

      Pra mim não ficaria ngm kk

  • Gerson Francisco de Azevedo ne

    Calma!! Sei q parece muito!! Mas daqui a pouco 2019 tá aí!! Aí sim!! Teremos mais orgulho e o” presidente “menos

  • Eduardo Sacramento

    Virou moda falar sobre planejamento. Flamengo errou no planejamento. O que muitos esquecem é que planejamento se confunde com gestão, aí estão misturando tudo.

    Ao meu ver, o Flamengo pecou sim em alguns pontos do planejamento. Quando vc planeja algo sem identificar os pontos fracos ou, no caso, confiar neles, é sinal que a sua gestão não está boa para a detecção. Vejam como podem se confundir.

    Quero chegar ao ponto que o problema do Flamengo não está sendo o planejamento e sim a gestão. Zé Ricardo planejou o time do ano passado com todo o departamento de futebol. Os pontos fracos sempre existiram. A gestão do futebol que deveria detectar, mas resolveram confiar na avaliação da comissão técnica.

    Planejamento e gestão caminham juntos. Devemos sempre buscar pensarmos além do que é propagado.

  • Anderson

    Acho que o grande erro foi estruturar errado o time, simplificando;
    Centro avante que não faz muitos gols;
    Laterais que marcam e apóiam mal;
    Meia de ligação que não faz ligação
    Segundo volante lento que não marca ninguém
    A pergunta é
    Ganhar o quê de quem?

    • DefendaSeuDinheiro

      olá…Tem que ter a BARCA 2017.
      Boas vendas, boas trocas e contratações pontuais: lateral, zagueiro e centroavante.
      Eu até tentaria vender Mancuello, Arão e Rômulo, reintegraria Ronaldo, subiria Jean Lucas e traria o Elias.
      SRN

  • kingDavid

    Bom texto. A gestão atual é muito boa em conceito, recuperou a imagem do Flamengo, e iniciou a profissionalização, etc. Já na parte executiva e operacional, há avanços, mas também tropeços. O atraso nas obras da Ilha, e todos as confusões para jogar no Maraca (inclusive a violência e possivel punição), são exemplos que a gestão não é só imperfeita no Futebol. Acho que esses problemas de estadio atrapalharam muito esse ano, tirou o foco do time, e espero que não ocorra mais em 2018.
    Há muita oportunidade para melhoras em 2018:
    – Boas contratações
    – Barca
    – Resolver a questão estadio
    – Novo patrocinio Master
    – Arena Multiuso
    – Novo CT

    O presidente tem muito trabalho já, devia deixar o futebol para quem entende.

  • Natanael Panitz

    Se fosse pro Flamengo ser expulso nem tinha participado do sorteio

  • Alexandre

    Precisamos de 3 coisas – 1 Lateral Direito top, um lateral esquerdo Top e o Banana Pé-Frio de Merda passar longe dos estádios nos jogos, nunca vi um presidente tão azarado como esse careca, que uruca foi esse 2017!!! Diego quando estava bem machucou e desfalcou no final da fase de grupos da Liberta, ficamos sem goleiro na copa do brasil, Diego Alves fraturou a clavícula, perdemos a final com pênalti roubado e o Rever perde aquele gol no final, PQP Banana tu tem que fazer um trabalho com algum preto veio pra bloquear essa uruca

  • DefendaSeuDinheiro

    Tem que ter a BARCA 2017.
    Boas vendas, boas trocas e contratações pontuais: lateral, zagueiro e centroavante.
    Eu até tentaria vender Mancuello, Arão e Rômulo, reintegraria Ronaldo, subiria Jean Lucas e traria o Elias.

    • Douglas Reis

      Precisa de um segundo volante, Arão não tem culhão de libertadores e apostar só no Ronaldo é um risco