O Sucesso do futuro passa por uma boa avaliação do passado

Olá, coleguinhas de Coluna do Flamengo. Espero que o Natal tenha vos trazido, no mínimo, o sentimento de esperança característico do período. É óbvio que não foi porque a diretoria ou a imprensa nos ajudaram. Lógico que não. O ano se encerrou de forma frustrante nos assuntos futebolísticos e o compasso de espera por contratações e dispensas, desde muito tempo, é lento.

Não se desesperem! Já faz um tempo que essa diretoria não anuncia jogadores de qualquer jeito. Basta lembrar que, neste mesmo período ano passado, quem entregava as negociações do Flamengo eram os próprios jogadores ou amigos, porque não havia um comunicado da direção neste sentido, até que o contrato fosse assinado. O primeiro de 2018 já entregou.

Mas não é minha intenção hoje falar das contratações. Gostaria de observar os números do Flamengo em 2017. Sabemos o que deu errado, mas não sabemos quando. Este “quando” é objeto de debate entre alguns torcedores que tentam olhar para a história recente, visando não cometer os mesmos erros em 2018. Então vamos fazer uma pequena retrospectiva?

Havia em janeiro uma preocupação de minha parte pelo calendário. Somados os jogos naquela ocasião, chegaríamos a 72, número completamente extrapolado ao fazer 83. Evidentemente é parte do planejamento chegar às finais, mas alguma coisa precisa ser feita, porque acabaremos quebrando os jogadores como se viu o bastante neste ano. Em 2016, o número de lesões fora inferior e o número de partidas também, 68.

A nossa primeira derrota no ano deveria ter sido levada em consideração visto que foi numa partida pela Libertadores. Assumo, eu também não dei tanta atenção assim. Notem que estou excluindo o campeonato carioca e a primeira liga das análises. O nosso treinador de então, sem experiência, devia pensar que bastava fazer o dever de casa para passar de fase na Libertadores. Não bastava. Em março alguns jogadores pediam passagem, mas o treinador não deixou suas convicções.

Foi em abril que tudo começou a mudar. Diego se lesionou na partida de ida contra o furacão pela Libertadores. Vencemos em casa e perdemos fora com gols ridículos desperdiçados. Na derrota anterior também estávamos melhores do que la U. Chamei a atenção para os empates no Carioca. Poderiam ser sintoma de algo mais. A base sumiu em abril e Paquetá fora escondido em algum buraco, sem chances.

Em maio perdemos mais uma vez na Libertadores e vimos a competição fechar as portas para nós. O número de empates aumentou. O nível dos adversários aumentou. Junho foi igual em aproveitamento. Os empates começavam a assombrar a equipe que não conseguia virar um jogo. Os laterais caíram muito de rendimento. As chances para a base eram ínfimas.

Fomos atropelados em julho com duas derrotas, uma em casa, e três empates, mas o que nos levou a UTI foi agosto. Três derrotas no começo do mês nos levaram a trocar o treinador. Reinaldo Rueda chegou e começou a dar os remédios necessários à nossa equipe. Avançamos na Copa do Brasil e sul-americana. Brasileiro parecia perdido. A base renasceu com o colombiano.

Setembro nos manteve no coma e levamos um duro golpe com o vice da copa do Brasil. Tivemos que correr atrás, mas advinha o resultado? Duas derrotas e dois empates em Outubro. Guerrero se afastou primeiro pela seleção, depois pelo doping. O maior número de derrotas veio em Novembro, 4. Só ganhou dos que já estavam de férias. Dezembro nos trouxe mais um vice no Maracanã, com direito a quebra-quebra.

Fazer as colunas de calendário mensal ajudou a olhar de maneira menos inocente para os resultados num amplo aspecto. A preparação física foi comprometida pelo alto número de partidas. O time foi paulatinamente perdendo as pernas. Este ano ainda apresenta uma situação diferente porque tem a copa do Mundo, ou seja um mês sem jogos. Espero que já estejam planejando como um mês de recuperação e condicionamento.

Feliz Ano Novo, amigos. Para nós ir para o Flamengo.

Alea Iacta Est!

Anderson Alves, O otimista.

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