Aprendendo com os erros: precisamos de outro goleiro

Quis o destino que a meta rubro-negra passasse por toda sorte de turbulência nesse ano de 2017. Muralha foi do céu ao inferno e Thiago passou por aclamação, questionamento e lesões; Diego Alves foi contratado como salvador e logo também foi pro departamento médico, César renasceu das cinzas e, acompanhado pela incredulidade, salvou algumas pontas do fim de ano do Flamengo. Um roteiro inesperado, é verdade, mas que pode servir de aviso para a montagem do elenco da próxima temporada.

Uma única medida deve bastar para posições de confiança: a manutenção de dois jogadores que tenham condições de atuar como titular. Se a qualidade de Diego Alves é inquestionável, já sabemos que ele corre risco de ser convocado e de ser negociado a qualquer momento. Esse risco é diretamente proporcional à falta que ele faz ao time, e jogar toda essa pressão em cima de nomes tão pouco trabalhados, como Thiago e César, é outro problema. Jovem ou experiente, o Flamengo precisa preparar goleiros titulares para a suplência.

Particularmente, sou da corrente dos que defendem a vinda de Júlio César para este próximo ano, para encerrar sua carreira no clube que o formou. Nos beneficiaremos de um excelente reserva, prata da casa e com experiência suficiente para ajudar a formação de nossos goleiros de base. Ele saberia lidar perfeitamente com toda a pressão de jogos decisivos, no caso de novas ausências do titular, além de já ter demonstrado qualidade acima da média nacional em sua vida profissional. Júlio foi um dos maiores goleiros da última década, apesar daqueles que insistem em se lembrar apenas do fatídico 7×1. Titular da Internazionale multi-campeã italiana e da Seleção Brasileira por quase uma década, nunca escondeu suas origens rubro-negras. Foi um dos símbolos de uma série de grandes goleiros flamenguistas, tanto criados aqui como trazidos de fora. Ciclo esse que praticamente chegou a seu fim com a saída de Bruno e o início da “era” PV x Muralha.

Acredito, sim, que a diretoria deveria olhar com carinho para Júlio César. Entretanto, caso sua vinda não se concretize, temos muito a lapidar em Thiago e em César. Eles só precisam de algo que o Flamengo não se acostumou a fazer nas últimas temporadas, que é justamente dar chance de que eles apareçam em jogos oficiais e desenvolvam seu trabalho. Acima de nomes, precisamos de planejamento.

SRN

Rodrigo Coli

Twitter: @_rodrigocoli

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