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Além dos nossos limites

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Chegando ao fim, 2017 se despede com melancolia e certa esperança de mudança de maré em suas últimas horas. Não farei de minhas linhas de hoje uma análise sobre o ano. Isso será feito nos limites de seu devido tempo. Somente após as duas batalhas que temos pela guerra que promete ser a final da Sulamericana.

Ainda que soe como frustrante, o ano pode se despedir de modo razoável.

Mais do que um título internacional, a “Sula” se mostra – dentro do adversário que teremos pela frente – um belíssimo teste para os nervos de um time que condenei ao fracasso em competições de mata-mata e apontei (de modo iludido e precipitado, diga-se) como favorito ao título brasileiro por sua regularidade e bom retrospecto como visitante.

Minha verdade é que o Flamengo que joga esse última competição demonstra a garra que esperamos dele em todos os momentos fundamentais do ano. Se na Libertadores faltou disciplina, no Brasileirão sobrou cinismo e certa falta de vontade. Assim, a Sulamericana nos trás um Flamengo aguerrido e mais Flamengo.

O Flamengo que entra pra essa final, chega como um time que apesar da personalidade mimada, age com raça e vende caro seus resultados negativos. Buscando a vitória com vontade, mas sem muita irresponsabilidade. Compreende o jogo tático e dá mostras de que aprendeu a sofrer para vencer.

Talvez tenha nos faltado a ousadia e a gana em decidir na final da Copa do Brasil. Talvez tenhamos sido penalizados somente por nossa ausência sobre as traves. Acredito que estejamos perto de um possível resgate que vai muito além das falhas cometidas pela diretoria na condução do futebol.

Não somos nós, não dessa vez, os favoritos para esse título. É justamente esse fato que aumenta minha confiança. Teremos pela frente uma camisa igualmente pesada, igualmente gigante e multicoroada no cenário continental.

Jamais derrotados em finais continental, me lembram alguns amigos! Confesso que não me dei ao trabalho de checar uma informação dessas. Sendo verdade, correria o risco de me tornar insuportavelmente confiante, o que não ajudaria em nada nosso time, visto que pode ser contagiante.

Para que tenhamos sucesso, nós e nossos jogadores, mesmo após mais de 80 jogos no ano, precisaremos mergulhar em nós mesmos além dos nossos limites. Vi no domingo um time extenuado, mas aguerrido. Vi na quarta-feira anterior, um time que enfrentou Barranquilla como se soubesse jogar competições sul-americanas com frequência, mas não bastará só isso.

Nossa última chance de dignificar o ano precisará mais de sangue do que de técnica. É preciso que tenhamos a certeza de que não será na vontade que irão nos superar. É preciso que o Maracanã se faça Maracanã por nossas vozes, sendo mais do que Avellaneda, como sempre foi. Será preciso que o Flamengo jogue como Flamengo e aja como Flamengo.

É quase impossível vencer uma competição continental sem dor. É impossível fazer isso sem saber sofrer, sem saber bater, saber apanhar, catimbar e também jogar bola. É preciso que nossos limites sejam superados. É preciso que façamos isso sabendo também que não somos nós os favoritos, não dessa vez! Mas somos Flamengo e é justamente isso que faz a nossa conquista mais próxima.

SRN! Até a Glória!

Thigu Soares
Twitter: @thigusoares

Comentarios

comentário

  • Murilo Paiva

    #vaipracimadelesmengo

  • manoel martins

    SINCERAMENTE, SÓ EM ESTAR NA LIBERTA NA FASE DE GRUPOS JÁ FOI UM ALÍVIO!
    2018 TÁ CHEGANDO!!!
    VAMO Q VAMO MENGÃO!!!

  • Paulo Vinícius Siviero

    – Se os jogadores não inspiram confiança;
    – Se o técnico não inspira confiança;
    – Se os preparadores da equipe não inspiram confiança;
    – Se a presidência não inspira confiança…

    A CAMISA INSPIRA CONFIANÇA.

    Isso é o suficiente pra que olhemos o Real Madri, o Bayern, a Juventus e o Manchester de cima pra baixo. Imagina nosso rival nessa final.

    Vamos mostrar pra eles o peso que nosso manto tem. Que faz o massaraújo jogar mais que o Didi, que faz o Muralha defender mais que o Buffon, que torna o Vaz o novo Maldini…
    Essa camisa tira jogadores comuns e os colocam na História. Simples assim.

    Vamos lá:
    Cesar;
    Pará, Réver, Juan e Trauco;
    Cuéllar, Arão, Diego, Éverton e Paquetá;
    Felipe Vizeu.

    SRN!

  • O que me preocupa é o fato do Independiente ser um time catimbeiro, às vezes violento, que sabe jogar o jogo psicológico das competições sulamericanas.

    Também não sabem perder, se o Flamengo estiver vencendo vai ter porrada, cuspe, xingamento, briga, e aí eu espero que o juiz não seja banana. Eles são sulamericanos à moda antiga.

    • joão victor mendes ferro

      Na véspera do jogo do grêmio contra o Lanus, na resenha do sport TV com Galvão Bueno e equipe, o que se discutia era justamente à garra , carimba e ambiente hostil que o time gaúcho enfrentaria. Na bola o grêmio acabou com todas as expectativas e previsões negativas que haviam . Botou a bola no chão , não se intimidou e venceu o jogo sem muitos problemas. Se o flamengo jogar como “flamengo” , nao se intimidar e botar a bola no chão , terá chances de conseguir um bom resultado. Porém se ficar com medo e apelar para os chutoes… aí a coisa ficará preta.