“Um projeto de estádio acústico na Gávea só faz sentido se for complementar”, diz Wrobel

Em maio deste ano, o Flamengo junto com a Prefeitura do Rio, assinaram um Protocolo de Intenção para a Construção do Estádio Acústico da Gávea para jogos de menor apelo e com capacidade aproximada de 25 mil pessoas.

Houve até um avento que contou com a presença do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello e da ex-presidente Patricia Amorim, então subsecretária municipal de Esportes e Lazer.

A intenção da construção do estádio chegou a causar polêmica com a AMA Leblon, Associação de Moradores do Leblon, que se mostraram contra a iniciativa. Alexandre Wrobel falou que para dar andamento ao projeto, o Flamengo tem que definir a questão do estádio próprio, pois vê a Gávea como complemento.

O projeto chamado de Estádio Acústico da Gávea só faz sentido se for complementar. O Flamengo não pode se contentar com um estádio de 20, 25 mil lugares diante da grandeza da nossa torcida. Se o Flamengo eventualmente ficar com o Maracanã, aí faz todo sentido construir um estádio acústico na Gávea para jogos menos importantes, de menor apelo, acho que faz todo sentido. Agora, não ficando com o Maracanã e você sabe que estamos trabalhando nessa hipótese firmemente, aí não faz sentido nenhum porque realmente o Flamengo precisa de um estádio para 50 mil lugares. Aí vamos partir para construção de um estádio próprio -, disse Alexandre Wrobel em entrevista ao Blog Ser Flamengo.

Conversa com a Associação de Moradores

Houve alguns contatos e algumas conversas. Com relação a Arena Mc Donald’s, esse projeto foi conversado, foi mostrado sim. Com relação ao estádio, era algo muito embrionário, inicial, nós não tínhamos projeto. Nosso interesse não é de conflito, não é de briga. Só que o Flamengo tem os direitos dele, nós estamos aqui há muitos e muitos anos. Tenho fotos aqui quando não existia nada no entorno e existia o estádio da Gávea. Depois foi construído o Shopping Leblon que a Associação era contra e hoje vejo que é um benefício. Nós não queremos botar aqui um monstrengo de 60, 70 mil lugares, não queremos criar um edifício garagem com 3 mil vagas, só que hoje a cidade cresceu, você tem o metrô aqui do lado, o metrô chegando no Leblon, em breve a estação da Gávea. Seria um estádio de pequeno porte, fechado. Então, na nossa concepção, é um presente pra cidade. 

Projeto inicial do Estádio Acústico

A gente tem sim um projeto inicial do estádio da Gávea, mas não adianta levar isso adiante sem ter a definição do nosso estádio. O Flamengo não vai gastar dinheiro, a gente tem que trabalhar com o pé no chão por mais que nós todos tenhamos essa ansiedade natural de resolver essa questão do estádio. É um caminho complexo. Existem várias variáveis nessa história que tem ser estudadas.

Veja a entrevista completa:

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