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O gol contra de Mozer

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Amigos, ontem, dia 31/10, o auxiliar de Rodrigo Caetano na gerência de futebol do Flamengo, Mozer, concedeu uma entrevista depois de um longo tempo sem falar. Criticado muitas vezes, inclusive por este que vos fala, por não aparecer e, por muitas vezes, não sabermos qual a sua verdadeira função no clube, o ex-zagueiro da geração de ouro de 1981 explicou a que se destina seu cargo e qual a sua função dentro do clube.

Até aí, tudo bem, apesar de ser pouco esclarecedor e revelar que Rodrigo Caetano tem atribuições demais, a ponto de precisar de um assessor, conseguimos ter uma visão um pouco mais clara do que Mozer faz dentro do Mais Querido.

Porém, o resto da entrevista é um desastre completo. Pontuarei nesse texto as maiores divergências que tenho com o discurso desta diretoria, representada nesta entrevista concedida pelo campeão mundial de 1981.

Primeiramente, a perspectiva com que se olha o desempenho do futebol rubro-negro é um desastre. Contabilizar como finais alcançadas no ano a Taça Guanabara, que é apenas uma final de turno, e o Campeonato Carioca, um estadual de nível técnico muito duvidoso, soa como brincadeira. Achar que a Copa Sul-Americana salvará o ano do Flamengo é outro erro, visto o tamanho do investimento realizado e a expectativa criada por todos.

E, infelizmente não para por aí. Mozer teve a coragem de falar que estamos em busca de nosso objetivo no Brasileirão, o G-4. Honestamente, gostaria de saber quem traça as metas do futebol do clube, pois colocar como objetivo o ingresso na Libertadores me parece um despropósito para um time que tem o investimento que o Mais Querido tem. É muito pouco! Lembrando que, no ano passado, a meta do clube era a mesma, chegada no G-4. Ou seja, em uma temporada, apesar de todo o investimento, a meta é a mesma. Não evoluímos e nem se projetou evoluir. Dizer que ainda temos possibilidades de alcançar o que propusemos me dá o seguinte entendimento: ou estamos descolados da realidade, ou essa diretoria mentiu para a torcida, fazendo-a gerar uma expectativa irreal.

O que me choca realmente vem a seguir. Dizer que o Campeonato Carioca é um título de expressão; que Marcio Araújo é um jogador “com uma capacidade enorme”, e que Gabriel é “um grande jogador, inteligentíssimo e dotado de uma capacidade técnica tremenda”, mostra o quão descolada da realidade é a avaliação da diretoria sobre o futebol do clube. O quanto realmente estamos órfãos no quesito futebol. Lembro ainda que, se todos estão satisfeitos, como Mozer mostra estar, e como ele disse que Fred Luz, CEO do clube, está, certamente a cúpula não cobra melhores resultados desse time. O título carioca é expressivo, chegamos a três finais, tudo está maravilhosamente bem na Sul-Americana e podemos chegar ao nosso objetivo no Brasileiro. Cobrar o que então? Esta visão da diretoria não é nenhuma novidade, não me surpreende. É apenas a constatação de que a mentalidade que hoje impera no clube é muito, mas muito pequena.

Que essa cegueira seja passageira, que o Flamengo retorne ao caminho das vitórias e que o poder de indignação com as derrotas seja a altura da nossa história. Esta situação de pasmaceira, de que está tudo bem, tudo tranquilo, mesmo com resultados patéticos não é compatível com a grandeza do Flamengo. Estão tentando apequenar o clube. Meu medo é que consigam.

Reage Flamengo!

Vamos Flamengo!

Marcão Beton

INSCREVA-SE: TV Coluna do Flamengo

Twitter: @marcaobeton

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