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O Flamengo precisa mudar

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O futebol do Flamengo fracassou em 2017. Ganhe ou não a Sul-Americana, o saldo será negativo.

Se os investimentos e expectativas estavam direcionados para as conquistas do Campeonato Brasileiro e da Libertadores, nossos esforços foram, inegavelmente, contraproducentes.

A torcida segue órfã de um time que a comova; encante. Ou que ao menos não a entristeça ou envergonhe.

É preocupante que exista  uma aparente resignação institucional com os frequentes fracassos da equipe, e isso destoa da imensurável grandeza do Flamengo.

Escrevi recentemente que a perícia com  que a atual gestão saneou as finanças do clube e restabeleceu sua credibilidade, parece faltar no trato com as questões mais sensíveis afetas ao futebol.

Esse abissal descompasso indica uma premente necessidade de mudança.

A menos que as convicções do noviço vice-presidente  Ricardo Lomba estejam contaminadas pela forma como o futebol é tratado pela atual administração, as mudanças podem ser capitaneadas por ele. Caso contrário, penso que todo o comando do departamento de futebol deveria ser dissolvido.

De qualquer sorte, devem deixar a Gávea o longevo e nada exitoso Rodrigo Caetano, e os preparadores físico e de goleiros.

No tocante aos atletas, discordo diametralmente de quem defenda mudanças pontuais. Observadas as questões contratuais, cujas peculiaridades implicam na forma da saída de alguns jogadores, ao meu sentir, não são muitos os que devam e mereçam integrar o elenco em 2018.

Quanto a Reinaldo Rueda, são flagrantes os equívocos  em muitas de suas escolhas. Não raro, escala mal e demonstra uma passividade e letargia espantosas para promover as substituições que a partida demanda. O que acaba por afetar o rendimento do time, acarretando em seguidos insucessos. Embora desgoste do trabalho apresentado até aqui, creio que sua saída, por ora, seja prematura.

Aos que temem por mudanças, inseguros quanto as incertezas vindouras, Nietzsche ensina que “Toda mudança, toda novidade nos provoca sentimentos de hostilidade. Nos fenômenos sensoriais mais simples reinam as paixões de temor, de amor e de ódio, incluindo a paixão passiva da inércia”.

Há diversos ajustes que carecem ser implementados. E isso passa  por uma inadiável e profunda transformação do departamento de futebol do Flamengo e uma substancial reformulação do elenco para 2018.

SRN!

No Twitter: @yurifialho

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