November Rain

Após mais uma derrota, chegamos à segunda quinzena de novembro contabilizando os pontos perdidos no brasileiro, e ainda lamentando frustrações na Copa do Brasil e Libertadores.

É tão fácil chegar aqui e reproduzir o mesmo discurso ranzinza do Mauro Cézar Pereira, Renato Maurício Prado, e companhia, tá na moda! Mas distribuir bordoadas para todos os lados e fazer coro alimentando esse incêndio que já começa a se alastrar no Flamengo de nada vai adiantar.

Cobranças são essenciais, sempre fazem bem, mas as nossas expectativas na maioria das vezes são muito maiores do que a realidade. Em tempos de rede social, a megalomania e a bipolaridade do torcedor rubro-negro afetam diretamente e negativamente dois fatores da receita do sucesso: O ambiente e o psicológico.

Ora bolas, parece tão simples, o investimento financeiro nessa equipe foi absurdamente grande, não tem desculpa! Não é assim! Para muitos é difícil imaginar que o fator financeiro é apenas mais um fator, um ingrediente que compõe a receita certa dos títulos. Grana não é a fórmula mágica do sucesso.

Poucos rubro-negros imaginavam que o Flamengo chegaria em crise nessas últimas semanas da temporada. Para a galera, a obrigação era estarmos nas vésperas da final na Libertadores, após termos comemorado o título brasileiro por antecipação nessa semana.

Mas voltando a fria realidade, é bem complicado tentar manter a calma, e ter paciência, vendo o Flamengo jogar um futebol meia-boca contra os fracos Coritibas da vida. Mas tem sim como ver que o copo que está pela metade está meio cheio, e não meio vazio.

Entre mortos, e feridos, no Brasileiro estamos na zona de classificação para a Libertadores 2018, e nas vésperas da semifinal da Copa Sul-americana. Além de ter levantado o obrigatório e perigoso Cariocão, e perdido a final da Copa do Brasil nos pênaltis. É um ano razoável, que pode terminar muito bem.

Não adianta ficarmos remoendo nossas frustrações em competições das quais fomos eliminados, isso é futebol, não torcemos pro Barcelona, não ganharemos todas e ficar chorando pelo leite derramado é coisa de botafoguense. Precisamos mudar esse clima para buscarmos o que nos resta esse ano.

Deixemos a barca para depois, deixemos as trocas para a off-season, agora o momento é de apoio, arrumar confusão no centro de treinamento é coisa dos anos 90, ultrapassada, um atestado de ignorância. As coisas não se resolvem, e talvez nunca se resolveram assim.

Quando vocês perceberem que tudo que os antis mais querem agora é uma crise no Flamengo nesse momento decisivo, vocês vão se envergonhar do papel de trouxa.

Que os deuses do futebol estejam com o Flamengo!’

Vinny Dunga

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