Batalhas existem para serem vencidas!

Salve, Salve, Nação Mais Linda do Mundo!

Hoje à noite o Flamengo disputará (neste momento) o jogo mais importante da temporada. Só por isso, temos motivos para ficarmos de cabelo em pé ao aproximar-se a hora da peleja, agreguemos ainda o temor de sermos patéticos em terras estrangeiras hostis: receita perfeita para o desespero!

A partida de logo mais terá ares de batalha e, como eu disse no título da coluna, as batalhas existem para serem ganhas. Simples assim! Temos que ganhar o jogo se quisermos nos classificar para a decisão de mais uma Copa Continental, coisa raríssima em terras Flamengas.

Sim, sei que temos a prerrogativa do empate, mas não podemos nos dar a esse luxo. É uma coisa simples, cultural, quase um mandamento rubro-negro: o Flamengo não sabe (e nunca soube) jogar na defesa! Nosso jogo é com a bola no pé. É compulsório, peremptório e imutável! Está nas garantias fundamentais dos direitos magnéticos, salvaguardado pela constituição flamenga!

Dito isso, devemos saber nos colocar em nosso lugar na história do futebol sul-americano, abandonando nossa megalomania narcisista e termos ciência de que nossa posição não é de protagonismo, muito longe, mas anos-luz de distância disso. Podemos nos considerar pequenos no quesito internacional.

É óbvio que sei de nossas conquistas na Libertadores e do Mundial Interclubes, também tenho ciência da conquista da antiga Copa Mercosul (atual Sul-Americana), mas podemos ser comparados a cometas. E bem esporádicos!

Explico: tirando esses anos em que fomos campeões, nossas participações têm sido abaixo da crítica nos torneios disputados abaixo da linha do equador. Não acredita? É só pegar nosso histórico nessas competições.

Se na era de ouro do clube nosso desempenho já não agradava tanto, imagine agora, mais recentemente, quando estamos sem moral nenhuma “sul-americanamente” falando.

Ressalto aqui ainda, para saciar os cornetas de plantão, que o Mengão é gigantesco mundialmente em matéria de torcida e inigualavelmente imenso esportivamente em âmbito nacional, mas não podemos e nem devemos negar que somos quase nanicos no futebol internacional.

Embora tenhamos caixa para sermos incomensuravelmente grandes num futuro bem próximo, podemos considerar que os primeiros passos (dívidas pagas, contas equacionadas, estrutura patrimonial, CT, DM, CEP) foram dados para começarmos a protagonizar em âmbito internacional. Tudo isso nos impulsiona ao crescimento sustentável, futebolisticamente falando.

Falta acertarmos na gestão do futebol, o carro-chefe e trem pagador do Mais Querido. Como costuma dizer um grande amigo, dinheiro em caixa não ganha título. E isso é uma verdade irrefutável, implacavelmente cruel! Devemos iniciar nossa caminhada pavimentada, mas temos o dever de fazer escolhas melhores para gerir nosso futebol de maneira frutífera.

Uma coisa boa deve ser ressaltada, e considero isso uma máxima em qualquer área da vida: o ponto de conversão (para cima, em nosso caso) está cada vez mais próximo à medida em que nos aproximamos do fundo, ou seja, quanto mais no fundo do poço você estiver, mais próximo está sua chance de virar o jogo.

Espero que o Flamengo agarre essa chance e começe a mudar seu histórico recente de fracassos internacionais contumazes! É chegada a hora! Sei que é difícil (quase inimaginável, para mim, pelo menos) considerar uma guinada brusca nos rumos esportivos da equipe com essa turma (bandeirística) acostumada com a resignação. Mas devemos ter fé!

Como diria outro jargão popular: A fé remove montanhas e, se Maomé não vai à montanha, que a montanha vá a Maomé! Raça, disposição, luta, entrega, VITÓRIA! Isso é tudo que eu espero do Flamengo hoje à noite em Barranquilla! Vai pra cima deles, Mengo!

O Flamengo simplesmente é!
Saudações Rubro-Negras a todos!

Fabio Monken
Twitter – @fabio_monken

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