Aquilo que o rubro-negro quer

Depois do jogo de quarta-feira eu tenho certeza que as esperanças de título cresceram para todo mundo, nem que tenha sido só um pouquinho. Para os mais empolgados, o título já é realidade, para os mais equilibrados o título deve vir se jogarmos todos os jogos assim e para os mais céticos se um milagre acontecer e o Flamengo jogar com essa raça e vontade todas as partidas a Sul-americana pode vir a ser nossa.

A questão é a seguinte: todo rubro negro apaixonado quase teve um infarto assistindo o clássico. Mas também se sentiu muito bem quando Arão empatou e teve um grande alívio quando o juiz apitou. Mesmo aqueles que acreditam que a Sul-americana não vale nada ficaram contentes com o fim da partida. Não pela apresentação de um futebol fantástico, mas sim pela disposição e garra mostrada até o fim.

E é isso que a gente quer. Queremos suor, sangue, vibração e comemoração dentro das quatro linhas. O Flamengo pede por isso. O Flamengo é isso. E com o elenco que a gente tem se continuarmos nos cedendo dessa maneira em campo a capacidade técnica e as habilidades dos jogadores vão transparecer facilmente.

Eles precisam de confiança, de maturidade e de persistência porque com um técnico capaz e com muito treino tático esse time ainda pode dar bons frutos. O passo inicial para isso era justamente a vontade de vencer e o fim do conformismo com a derrota.

Fala sério, aquela aceitação pós-derrota dá raiva. Quando ouvimos “o adversário jogou muito bem” ou “o resultado foi justo” da vontade de entrar na TV, invadir o gramado ou a coletiva e dar uns tapas na cara do sujeito para ver se acorda para a realidade.

Flamengo é grande demais para se contentar com pouco. Vai se contentar com derrota? Nem pensar. Mas enfim, é claro que ainda precisamos de mais transparência da diretoria sobre contratações, barca no final do ano, departamento medico e jogadores contundidos, profissionais encarregados de áreas polêmicas como psicologia, gerencia de futebol, treinamento de goleiros etc.

Falta muita coisa para ficarmos satisfeitos e empolgados de verdade com o ano de 2018. Um ano que muitos ainda acreditam que será um fracasso afinal terá a mesma gestão. Resta é acreditar e ter muita esperança. Torcer para que o jogo de quarta tenha um sido um primeiro passo bem dado. Para que pelo menos os jogadores continuem demonstrando essa vontade e essa gana de vencer. Já é um começo, já consigo enxergar um caminho.

E sobre levantar esse caneco… vamos lutar, Flamengo! Desde 1999 não trazemos para casa um titulo internacional. Estamos acumulando vexames e mais vexames lá fora e nosso nome está sendo manchado. Precisamos nos impor novamente, ir adquirindo mais respeito e mostrar para os argentinos e companhia que aqui é Flamengo. E não se esqueçam: a premiação da sula é maior que a do Brasileiro, esse dinheiro é importante para o planejamento do ano que vem.

Mas é claro que eu preferia ganhar o titulo nacional de maior expressão e não vou me contentar e dizer que o título salvou o ano. Jamais! Estamos e continuaremos insatisfeitos com o ano de 2017 que prometia muito e pouco alcançou. Mas a relevância dessa taça não pode ser descartada. É um titulo importante sim e que pode simbolizar a volta do nosso Flamengo guerreiro e vencedor.

CH Filho.

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