O homem-gol para 2018

O Flamengo, hoje, é o time com mais gols feitos em 2017. 110 no total. Mas puxe pela sua memória quantos jogos o Flamengo dominou e não foi capaz de colocar a bola para dentro? Quantas vezes faltou o simples e mais importante momento do futebol? o gol!

Na Libertadores, isso ficou claro em jogos contra o Atlético Paranaense e contra a Universidade Católica. Contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, um golzinho nos daria o título. E pelo Brasileiro, já perdi a conta de quantos jogos dominamos e não matamos o jogo.

É fato que Guerrero é um jogador importantíssimo para esse Flamengo atual. É diferenciado, importante taticamente, prende o zagueiro, faz bem o pivô, mas não é o homem-gol que vai decidir a maioria dos jogos a nosso favor.

E não falo isso criticando o peruano, pelo contrário, acho que se tivesse algum centroavante de ofício ao lado dele, além de proporcionar um desafogo para tabelas e assistências, ele teria mais liberdade e menos pressão para marcar.

Falo isso baseado nos números. Guerrero tem 42 gols em 104 jogos, média de 0,4 gols por partida. Seus antecessores com a camisa 9 tinham médias melhores, Alecsandro fez 32 gols em 73 jogos, média de 0,44.  Vagner Love por exemplo, fez 47 em 80 jogos, média de 0,58. Hernane brocou 45 vezes em 84 jogos,  média de 0,53 gols/partida.

A carência de um homem-gol é algo que deve ser muito bem pensado para o próximo ano, já que além do histórico de Guerrero não nos dar muitas esperanças em uma chuva de gols, ainda há a situação das convocações, que vão ser rotina para o peruano. E na sua ausência, quem vai ser a referência no ataque?

Vizeu já mostrou que ainda não está preparado. Paquetá está quebrando galho naquela posição, que não é a dele, tem o promissor Lincoln, mas é prematuro imaginar que ele seja o homem-gol que precisamos. Surge, então, a necessidade de estudar com mais carinho quem poderá conduzir o ataque do Flamengo.

Olhando para o futebol brasileiro, a figura do homem-gol vai ficando cada vez mais escassa, até os que tem esse histórico passam por uma temporada abaixo da média, casos de Pratto e Fred. Não temos mais Romários, Adrianos, Ronaldos…

Mas temos boas opções para compartilhar a responsabilidade com o peruano, como o ótimo Calleri, o experiente Gignac, e os brasileiros Jonas, Tardelli, Pato, que vive dando sinais que gostaria de vestir o manto. O próprio Vagner Love, que já fez diversas juras de amor ao Flamengo, tem feito uma ótima temporada na Turquia e disse que adoraria voltar.

O mercado do futebol em 2 meses volta a sua carga, o que será que planeja o Flamengo para 2018? Será que além de Guerrero teremos mais alguém responsável por empurrar a bola para o gol?

Eu espero que sim. E você?

SRN!

Jerônimo Simeão Júnior

#ColunaDoJJ

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