Novos ares políticos se aproximam no Flamengo

Com o fim da temporada à vista e com 2018 já sendo pensado por torcedores, dirigentes e cartolas, o Flamengo começa a vivenciar o dia-a-dia dos embates políticos que prometem agitar a Gávea no próximo ano. Explica-se: após duas eleições seguidas, Eduardo Bandeira de Mello entra em seu último ano de mandato como presidente do Flamengo. Impossibilitado de candidatar-se novamente, seu grupo tem a missão de indicar outro nome para o pleito, enquanto a oposição se fortalece nos bastidores.

O cenário é marcado por vários atores importantes que, em maior ou menor grau, carregam consigo votos e exercem liderança dentro do clube. Nomes de peso, como os do ex-presidente Márcio Braga e do ex-líder da original chapa azul, Wallim Vasconcellos, já indicaram oposição para as próximas eleições. O primeiro, inclusive, afastou-se de Bandeira e convocou reunião dentre os oposicionistas, com o intuito de formar uma chapa única. Braga dificilmente tem votos suficientes para alavancar com sucesso uma campanha própria, mas seus aliados podem ter força suficiente para decidir uma eleição, no caso de apoio a outro candidato.

Caso ocorra, de fato, uma coalizão oposicionista contra o atual grupo de Bandeira de Mello, as chances de vitória são reais. Contra, pesam os maus resultados desportivos da atual gestão e a ausência de um nome forte e consensual para substituir a figura de EBM – fala-se muito sobre a indicação de Alexandre Wrobel e de Claudio Pracownik.

No momento, não pairam dúvidas sobre a opção tomada por uma gestão financeiramente prudente – chapas divergentes da atual filosofia administrativa não terão chances no próximo pleito. Entretanto, nomes mais agressivos e exigentes desportivamente encontram-se na situação de angariar mais apoio, onde as figuras de Wallim e Bap ganham força.

Particularmente, entretanto, acredito que o grande divisor de águas das próximas eleições do Flamengo serão o desempenho do futebol no próximo ano. Títulos de expressão e resultados satisfatórios podem coroar e perpetuar a gestão de Eduardo Bandeira e de seus aliados. Decepções e poucos resultados, por outro lado, devem selar o fim de sua boa administração no Flamengo – positiva, porém com muito a desejar.

Dentre os torcedores, que nos últimos anos se limitaram a aplaudir e comemorar os novos ares administrativos, observa-se que os prêmios e reconhecimentos pela gestão são um caminho, e não um fim em si. O que traz orgulho e o que verdadeiramente alegra a Nação são as glórias campais, tão comuns em nossa história. E nem precisa ser “Campeão do Mundo”, como professava a chapa de Bandeira. Podemos começar com uma Libertadores ou um Brasileiro…

SRN!

Rodrigo Coli

Twitter: @_rodrigocoli

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